A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surgimento de uma nova cepa do vírus mpox. Dois casos relacionados à ela foram identificados até o momento: um na Índia e outro no Reino Unido. A entidade pediu que autoridades de saúde façam a vigilância contínua do vírus.
Uma atualização atualizada sobre os dois casos foi publicada no sábado (14/2). A cepa recombinante contém material genético de duas cepas conhecidas — dos clados Ib e IIb do vírus.
A OMS esclarece que a recombinação é um processo natural que pode ocorrer quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético, produzindo uma nova variante. Ainda não se sabe se o novo exemplar se tornou mais transmissível ou perigoso.
“Devido ao pequeno número de casos encontrados até o momento, conclusões sobre a transmissibilidade ou a caracterização clínica da mpox causada por cepas recombinantes seriam prematuras, e continua sendo essencial manter a vigilância em relação a esse desenvolvimento”, afirmou a OMS em comunicado.
Confirmação de dois casos de nova cepa de mpox
Um dos casos foi identificado em dezembro de 2025 no Reino Unido, com um paciente com histórico de viagem para um país do Sudeste Asiático.
O outro é um paciente que desenvolveu sintomas em setembro de 2025, após viagem para um país da Península Arábica.
Uma análise genômica detalhada mostrou que os dois indivíduos “adoeceram com várias semanas de intervalo, infectados pela mesma cepa recombinante”, sugerindo que podem existir outros casos não detectados.
Nenhum caso secundário foi detectado após o rastreamento de contatos doa pacientes.
Avaliação de risco da OMS
A OMS avalia que o risco de infecção pelo vírus mpox continua o mesmo: moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos e/ou múltiplos e para profissionais do sexo ou outras pessoas com múltiplos parceiros sexuais casuais, e baixo para a população em geral sem fatores de risco específicos.
“Todos os países devem permanecer alertas para a possibilidade de recombinação genética do MPXV”, afirmou a OMS.
A organização pede a continuidade da vigilância epidemiológica, do sequenciamento genético, da vacinação de grupos de risco e de medidas de prevenção e controle de infecções.









