Protestos na França terminam com 1.800 presos e mais de 500 policiais feridos

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Protestos na França terminam com 1.800 presos e mais de 500 policiais feridos
Adolescente perde a mão ao pegar granada atirada pela polícia em protesto estudantil na França Crédito: Reprodução/X

As manifestações que tomaram as principais cidades da França neste sábado (17) terminaram com cerca de 1.800 pessoas detidas e mais de 500 policiais feridos, segundo números divulgados pelo governo francês. Os atos tinham como pauta a precariedade da educação pública, o alto custo de vida e casos recentes de violência policial no país.

O número de participantes varia conforme a fonte. As autoridades estimam que cerca de 550 mil pessoas foram às ruas. Já a Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical francesa, fala em mais de 800 mil manifestantes.

Governo atribui violência à extrema direita

Em publicação nas redes sociais, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, condenou os ataques contra as forças de segurança, prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Ele afirmou que o balanço de feridos ainda não é definitivo.

Segundo o ministro, a violência partiu de milhares de pessoas ligadas à extrema direita, às quais teriam se somado criminosos responsáveis por saques e depredações. Houve registros em Paris, Marselha, Lyon, Bordeaux, Rennes, Estrasburgo, Grenoble, Nice e Limoges, entre outras cidades.

Nuñez ressaltou que o direito de se manifestar é garantido, mas disse que a desordem organizada e violenta não pode ser tolerada.

O ministro elogiou a atuação de policiais, gendarmes e bombeiros e anunciou que, a partir deste domingo, investigações serão abertas para identificar e responsabilizar os autores dos ataques.

Macron promete punição

O tom do governo segue o adotado pelo presidente Emmanuel Macron, que já havia afirmado na sexta-feira que os envolvidos nos distúrbios seriam punidos.

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, também orientou os promotores do país a pedir prisão preventiva para pessoas acusadas de agredir policiais ou atacar prédios públicos.

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