Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
RIO BRANCO
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

MUNDO

Quem é Erfan Soltani, o manifestante que será executado nesta quarta no Irã

Publicado em

Erefan Soltani foi condenado à forca por participar de protestos no Irã Foto: Reprodução/X

O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, está com sua execução por enforcamento marcada para esta quarta-feira, 14. Ele foi preso na semana passada perto de sua casa no distrito de Fardis, em Karaj, por conexão com os atos contra o regime dos aiatolás. Segundo o correspondente britânico do Channel4News, Paraic O´Brien, a execução foi adiada após a repercussão internacional.

“Acabei de falar com familiares de Erfan Soltani, o manifestante de 26 anos que deveria ser executado hoje no Irã. Eles nos informaram que a execução foi adiada”, disse O´Brien em publicação nas redes sociais. Ainda não há mais informações sobre o caso.

Continua depois da publicidade

Quem é Erfan Soltani

Erfan Soltani é um jovem iraniano de 26 anos que foi preso por conexão com os atos contra o regime dos aiatolás. Segundo o site IranWire, ele trabalha na indústria de vestuário, em uma empresa privada. Amigos e familiares o descrevem como “apaixonado por moda e estilo pessoal”. Nas redes sociais, ele mostrava seus treinos de musculação e práticas de esportes. Erfan também demonstrava que gostava de levar uma vida simples.

Continua depois da publicidade

Pouco antes de ser detido, ele havia recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança. “Mas se manteve firme nos protestos. Ele disse à família que estava sendo vigiado, mas se recusou a recuar”, afirmou uma fonte.

Prisão

A prisão ocorreu no último dia 8 e a família dele ficou sem notícias sobre seu paradeiro por três dias. No domingo, 11, agentes de segurança finalmente os contataram, confirmando que ele estava sob custódia e já havia sido sentenciado à morte.

Continua depois da publicidade

Informações do IranWire dão conta que Erfan foi mantido em detenção sem acesso a um advogado. A ONG Hengaw Organization for Human Rights afirmou que o manifestante passou por um julgamento acelerado e sem acesso  a direitos básicos e com pouca transparência.

Ao ser informada sobre a execução, a família também foi ameaçada para não falar sobre o caso publicamente ou informar à mídia, ou então, outros familiares seriam presos. A sentença do jovem Moharebeh, considerado um “crime contra Deus”, de gravidade e passível de pena de morte no país.

Continua depois da publicidade

 

Continua depois da publicidade
Propaganda
Advertisement