O governo do Reino Unido está promovendo uma campanha para restringir o procedimento cirúrgico conhecido como ‘Brazilian butt lift’ (BBL), que tem como objetivo aumentar o volume dos glúteos. Essa intervenção estética, que se popularizou nos últimos anos, levanta preocupações significativas em relação à segurança dos pacientes. A decisão de intensificar a fiscalização sobre essa prática cirúrgica é motivada por um aumento no número de complicações e mortes associadas ao procedimento. Recentemente, um relatório da Sociedade Britânica de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética (BAPRAS) destacou que a BBL é uma das cirurgias plásticas mais arriscadas. Em 2022, a entidade registrou um crescimento nas operações realizadas, mas também um aumento alarmante nos casos de complicações. Os dados indicam que o risco de morte durante ou após a operação pode ser até 1 em 3.000, uma estatística que causa grande preocupação entre os profissionais de saúde. As autoridades de saúde britânicas, portanto, estão se mobilizando para estabelecer diretrizes mais rígidas e procedimentos mais seguros para a realização do BBL. Entre as propostas está a exigência de que os cirurgiões realizem a operação apenas em ambientes devidamente licenciados e sob supervisão rigorosa. Além disso, a ideia é promover uma maior conscientização sobre os riscos associados ao procedimento, tanto entre os profissionais da área quanto entre os potenciais pacientes. A BBL envolve a lipoaspiração de gordura de outras partes do corpo, que é então injetada nos glúteos. Embora muitos pacientes busquem essa cirurgia para alcançar um corpo mais curvilíneo, o procedimento pode levar a complicações graves, incluindo embolia gordurosa e infecções. De acordo com especialistas, muitos dos casos críticos surgem devido à falta de regulamentação e ao aumento do número de cirurgiões não qualificados que oferecem essa intervenção. Com essas medidas, o Reino Unido espera proteger melhor os consumidores e garantir que os procedimentos estéticos sejam realizados de forma segura e ética.
Com informações de Correiobraziliense









