Tiroteio em rave na Suíça deixa um morto e cinco feridos; polícia busca suspeitos

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Tiroteio em rave na Suíça deixa um morto e cinco feridos; polícia busca suspeitos
Policiais isolam a área onde ocorreu um ataque a tiros em Aarau, no norte da Suíça, em 30 de agosto de 2026. Foto: AFP - HAROLD CUNNINGHAM / RFI

Segundo a imprensa local, os tiros foram disparados antes das 3h nos arredores da “Aarauer Rave”, festa anual de techno que reúne 3.500 pessoas no hipódromo de Aarau.

“Uma mulher de 22 anos morreu no local em decorrência dos ferimentos. Quatro homens e uma mulher, com idades entre 24 e 27 anos, foram hospitalizados. Eles apresentam ferimentos que vão de leves a graves”, informou a polícia do cantão de Argóvia no X, região próxima da fronteira alemã.

“Os possíveis motivos e as circunstâncias exatas do ato ainda precisam ser esclarecidos”, acrescentou a corporação.

“No momento, não temos nenhuma informação confiável sobre os autores. Não sabemos se se trata de uma única pessoa ou de várias, nem se fugiram em um veículo ou a pé”, disse a jornalistas Bernhard Graser, porta-voz da polícia, no local.

“Alguns elementos indicam que eles já não estariam mais na área, mas ainda assim mobilizamos um grande efetivo policial na região”, afirmou.

A busca pelo autor ou autores ocorre em todo o país e também em cooperação com os países vizinhos, já que Alemanha e França ficam a apenas algumas dezenas de quilômetros da cidade. Segundo a imprensa, um helicóptero do Exército foi mobilizado na capital cantonal de Argóvia, além de numerosos socorristas.

‘Profundamente abalado’

Segundo a polícia, os disparos ocorreram no estacionamento em frente ao hipódromo. O DJ suíço Tekibo, presente na rave, disse estar profundamente marcado. “A techno e as raves deveriam ser espaços de liberdade e segurança”, escreveu no Instagram, classificando os acontecimentos como “absolutamente dilacerantes”.

A polícia cantonal de Argóvia informou ter “aberto uma investigação” e pediu que qualquer pessoa com vídeos ou fotos envie o material para o perfil oficial da corporação no Instagram. Sobre as vítimas, os policiais detalharam que todas eram “residentes na Suíça”.

Em mensagem publicada no domingo, o Conselho de Estado de Argóvia declarou estar “profundamente abalado pelo ataque a tiros cometido em Aarau”.

Em um país onde tiroteios são muito raros, o apego às armas é parte da tradição, especialmente porque os conscritos do Exército mantêm seus fuzis em casa. As armas são, portanto, amplamente disseminadas, embora, na ausência de um registro federal, seja difícil conhecer o número exato.

Segundo o centro de pesquisas Small Arms Survey, de Genebra, mais de 2,3 milhões de armas estavam nas mãos de civis em 2017 na Suíça, o equivalente a quase três para cada dez habitantes, o que colocava o país na 16ª posição mundial em armas per capita.

O último tiroteio de grande escala na Suíça ocorreu em 2001, quando 14 membros do Parlamento e do governo local do cantão de Zugo (centro), perto de Lucerna, foram mortos e cerca de dez pessoas ficaram feridas durante uma sessão da assembleia local por um homem desequilibrado, que depois tirou a própria vida.

 

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