O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para atacar duramente o show do intervalo do Super Bowl LX, comandado por Bad Bunny na noite deste domingo (8/2). Na declaração, Trump classificou a apresentação como “absolutamente terrível” e afirmou que foi “um dos piores de todos os tempos”.
“O show do intervalo do Super Bowl foi absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, escreveu o republicano. Trump também criticou o fato de a apresentação ter sido majoritariamente em espanhol. “Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo”, afirmou.
O presidente também atacou a coreografia do espetáculo, dizendo que a dança foi “repugnante”. Segundo ele, o show teria sido inadequado “para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo”. Para o presidente, não houve qualquer elemento inspirador no show.
Na publicação, Trump ainda afirmou que, apesar das críticas, a apresentação deve receber avaliações positivas da imprensa. “Vai receber ótimas críticas da Fake News Media, porque eles não fazem ideia do que está acontecendo no mundo real”, declarou.
O presidente aproveitou a postagem para exaltar indicadores econômicos de sua gestão. Segundo Trump, o show teria desrespeitado um país que, em suas palavras, “está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias, incluindo o melhor mercado de ações e os melhores planos de aposentadoria da história”.
Ao final, Trump também direcionou críticas à NFL, pedindo mudanças nas regras do jogo. “A NFL deveria substituir imediatamente essa ridícula nova regra do chute inicial”, escreveu, encerrando a mensagem com o slogan “Make America Great Again”.
A reação de Trump ocorre no mesmo dia em que Bad Bunny entrou para a história do Super Bowl ao se tornar o primeiro artista a conduzir um show do intervalo majoritariamente em espanhol. A apresentação foi marcada por referências à cultura latina e por críticas explícitas às políticas migratórias dos Estados Unidos, um dos principais eixos do atual governo.
Durante o espetáculo, o cantor porto-riquenho exibiu mensagens de união e protesto, citou países da América Latina, homenageou Porto Rico — sua terra natal — e levou ao palco frases como “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”. Ao final, apontou uma bola de futebol americano com a inscrição “Juntos, somos a América”.









