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MUNDO

Trump publica montagem em que aparece como ‘presidente interino da Venezuela’ e não dá explicações; veja

Publicado em

Presidente dos EUA, Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA 5 de maio de 2025 REUTERS/Leah Millis Foto: Reuters

Donald Trump publicou no último domingo, 11, uma montagem em suas redes sociais em que aparece como “presidente interino da Venezuela”. Se trata de uma imagem que simula seu perfil no Wikipédia, site que reúne uma espécie de enciclopédia digital, mas com a informação falsa de que ele estaria atuando como líder do país latino-americano – alvo de ação militar norte-americana no último dia 3.

A imagem foi compartilhada pouco mais de uma semana após o governo Trump invadir a Venezuela para capturar o então líder político do país, Nicolás Maduro. Ao compartilhar a montagem, Trump não escreveu nada, nem deu explicações sobre a publicação.

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Já na vida real, quem segue à frente do governo da Venezuela é Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro. Assim, o país continua com um prepresentante do regime já vigente, cujas estruturas permaneceram após a ação militar dos EUA.

Delcy tomou posse como presidente interina após indicação do Supremo Tribunal venezuelano para um mandato renovável de 90 dias. O clima segue de incerteza para o que acontecerá após este período.

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EUA x Venezuela

Maduro é acusado de conspiração para o narcoterrorismo, tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para a posse de armas de uso restrito destinadas ao narcotráfico, conforme aponta o Departamento de Justiça norte-americano. As acusações, segundo o governo norte-americano, motivaram a sua captura no último dia 3.

Ele e a esposa, Cilia Flores, porém, se declararam inocentes diante da Justiça dos Estados Unidos. Em sua fala, o líder venezuelano afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. “Eu sou inocente. Sou um homem decente. Sou um presidente”, afirmou. Agora uma nova audiência foi marcada para 17 de março, quando o casal deve prestar depoimento.

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Três dias após a captura de Maduro, Trump afirmou que o governo interino da Venezuela concordou em enviar entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” ao país. O líder norte-americano disse ainda que o produto será vendido a preço de mercado e que o lucro da operação será controlado por ele “para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. Já o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, chegou a pontuar que o governo norte-americano quer controlar a venda do petróleo venezuelano “indefinidamente” e “depositar o dinheiro em contas controladas pelos EUA”.

Apesar das interferências que seguem, o governo norte-americano tem frisado ter se tratado de uma operação militar e não uma ocupação à Venezuela.

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