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MUNDO

Venezuela diz que vai libertar presos políticos

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Foto: Reprodução Protesto de parentes de presos políticos em 2024: segundo ONG, há 863 presos políticos no país

O presidente do Parlamento da Venezuela e chefe negociador do chavismo, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de “um número importante de pessoas”, o que inclui venezuelanos e estrangeiros – sem especificar a cifra –, como um “gesto unilateral” para “consolidar a paz e a convivência pacífica” no país.

Rodríguez, irmão da  presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, indicou que “este processo de libertação” está “em andamento” e agradeceu ao ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, bem como ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Ele também agradeceu ao Reino do Catar e “especialmente” às instituições do Estado, que, acrescentou, “responderam ao apelo” da presidente interina da Venezuela, que ocupa o cargo após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

“Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica e sua busca pela prosperidade”, declarou Rodríguez em coletiva de imprensa transmitida pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).

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“Gesto unilateral”

Ele também afirmou que não conversou com “nenhum setor extremista”, como costuma se referir aos líderes do maior bloco de oposição, observando que “eles são a antítese da política”.

“Estamos conversando com instituições políticas, partidos políticos e organizações políticas que respeitam e cumprem o que está estabelecido na Constituição”, esclareceu o presidente do Parlamento, que reiterou que as libertações são um “gesto unilateral” do governo.

Este anúncio ocorre cinco dias após o ataque militar dos EUA em território venezuelano que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e na pressão de diversas ONGs e líderes da oposição pela libertação de presos políticos.

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Segundo o último boletim da ONG Foro Penal, existem 863 presos políticos no país, incluindo 86 estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, embora o governo venezuelano afirme que eles estão presos por “cometerem crimes terríveis”.

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