Desde as primeiras missões espaciais, Marte ocupa um lugar especial no imaginário humano. O planeta vermelho concentra expectativas científicas, planos de exploração e debates sobre uma possível presença humana no futuro.
Com a tecnologia atual das agências espaciais, uma viagem até Marte costuma levar entre seis e dez meses. Essa longa duração das viagens sempre foi um dos principais obstáculos para transformar esse sonho em realidade.
Tecnologia russa promete acelerar viagens espaciais
O tempo da viagem depende de fatores como a posição orbital dos planetas, o peso da nave, o tipo de propulsão e a rota escolhida. Em períodos específicos, chamados de janelas de lançamento, o trajeto se torna mais eficiente, mas ainda assim exige meses de deslocamento pelo espaço.
Esse cenário pode mudar com um novo motor elétrico de plasma desenvolvido pela estatal russa Rosatom. A empresa anunciou um protótipo capaz de reduzir a duração da viagem para cerca de 30 dias, um avanço que pode redefinir o planejamento de missões interplanetárias.
Diferentemente dos motores químicos tradicionais, o sistema utiliza campos eletromagnéticos para acelerar partículas carregadas, permitindo velocidades muito superiores.
Segundo a Rosatom, o motor alcança potência média de 300 quilowatts e gera impulso acima de 100 quilômetros por segundo, com eficiência de combustível até dez vezes maior.
A proposta é diminuir não apenas o tempo de deslocamento, mas também os riscos associados às longas permanências no espaço profundo, como exposição à radiação cósmica e efeitos da microgravidade no corpo humano.
Testes iniciais já estão sendo realizados para avaliar o desempenho do equipamento em condições próximas às de uma missão real. Caso os resultados sejam positivos, a tecnologia poderá ser integrada a rebocadores espaciais, sondas de exploração e missões tripuladas a Marte no futuro próximo. Especialistas acompanham os avanços com atenção internacional e grande expectativa científica.









