A Justiça do Acre transformou em réus dois homens investigados pela execução de Alan Victor da Silva, homem em situação de rua morto a tiros no Parque da Maternidade, em Rio Branco. A decisão é do juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e autorizou o início da ação penal contra Ronocley de Souza Figueiredo e Acir Moreira Pereira Tomás.
O crime aconteceu na tarde do dia 6 de janeiro, nas imediações do Terminal Urbano. Câmeras do sistema de monitoramento “Rio Branco Mais Segura” registraram o momento em que um veículo se aproxima da vítima e vários disparos são efetuados. Mesmo baleado, Alan Victor ainda tentou correr por alguns metros antes de cair. Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, ele já estava sem sinais vitais.
As investigações ficaram a cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que localizou o carro utilizado na ação poucas horas depois do ocorrido. Ronocley foi preso e, em depoimento, admitiu envolvimento no caso. Ele afirmou que não foi o autor dos disparos e apontou Acir como responsável pelos tiros, alegando que a motivação estaria ligada a um suposto furto atribuído à vítima.
Acir, por sua vez, não foi encontrado inicialmente pela polícia, mas dias depois se apresentou espontaneamente na delegacia, acompanhado de advogado. Durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio e informou que só se manifestaria em juízo. Como não havia situação de flagrante, ele foi liberado após prestar esclarecimentos.
Apesar do pedido do MPAC pela prisão preventiva de Acir, o magistrado entendeu que, neste momento do processo, o principal elemento que o vincula ao crime é o depoimento do corréu. Por isso, avaliou que ainda não há fundamentos suficientes para decretar a prisão cautelar.
Com o recebimento da denúncia, os dois passam a responder formalmente como réus e o caso seguirá os trâmites legais no Tribunal do Júri da capital acreana.











