RIO BRANCO (AC) – No decorrer da manhã desta quinta-feira (29), logo após o término das diligências federais no prédio Van Gogh – um condomínio de alto padrão da capital acreana –, João Ricardo, assessor de confiança do deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC), chegou ao local. O representante permaneceu no apartamento do parlamentar, localizado no quarto andar, mas não quis dar declarações à imprensa, limitando-se a realizar ligações telefônicas no espaço externo da unidade.
O edifício foi um dos pontos centrais da Operação Graco, pois abriga as moradias tanto de Velloso quanto de Mazinho Serafim, ex-prefeito de Sena Madureira. Durante as buscas realizadas pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), foram recolhidos celulares, tablets, documentos diversos e outros equipamentos eletrônicos, que comporão o material de análise da investigação.
A apuração investiga o suposto desvio de cerca de R$ 912 mil em recursos públicos provenientes de emendas parlamentares do modelo “Emenda Pix”. Os valores teriam sido destinados à contratação de uma empresa para a realização de apresentações musicais promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira em setembro do ano passado.
Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação mobiliza equipes para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em cidades do Acre e no Distrito Federal. Os investigadores apontam indícios de crimes como associação criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros ilícitos relacionados ao uso indevido de verbas federais.
Até o presente momento, não houve manifestação oficial por parte do deputado Eduardo Velloso ou dos outros investigados. A assessoria do parlamentar, representada por João Ricardo, manteve-se em silêncio após a visita ao condomínio, e as autoridades mantêm o espaço aberto para que os envolvidos apresentem seus posicionamentos sobre o caso.









