SANTA BÁRBARA DE GOIÁS (GO) / RIO BRANCO (AC) – Após meses como foragida da Justiça, Adriana Alexandra da Silva, 31 anos, foi localizada e detida pela Polícia Civil no município goiano de Santa Bárbara de Goiás. A acusada, envolvida no assalto que culminou na morte do sargento da Reserva Remunerada da Polícia Militar Antônio José Costa, em 2016, será transferida de volta ao Acre para cumprir a pena imposta pelo Tribunal do Júri.
A prisão preventiva da mulher havia sido decretada pela Justiça acreana, e ela deverá ser conduzida ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. A instituição prisional informou que os trâmites para a transferência ainda estão em análise, sem data definida para o deslocamento.
Adriana faz parte de uma facção criminosa e responde por participação no crime que vitimou o policial no bairro Triângulo Novo, na capital acreana, na tarde de 27 de dezembro de 2016. Na ocasião, Antônio José Costa estacionava sua caminhonete no pátio de uma empresa quando foi abordado por um grupo armado que anunciou o rapto do veículo.
Mesmo contando com arma própria, o sargento reagiu ao ataque e foi baleado. Após cair ao solo, recebeu novos disparos e teve a caminhonete dos criminosos passada por cima de seu corpo durante a fuga. As investigações apontaram que o veículo seria levado para a Bolívia para ser negociado com narcotraficantes.
O policial foi atendido pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no pronto-socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Em pouco tempo, as forças policiais identificaram e prenderam todos os quatro envolvidos, que foram denunciados pelo Ministério Público do Acre (MPAC).
No julgamento, Adriana e Thaiane Castro Santana foram absolvidas de latrocínio, mas condenadas a nove anos e seis meses de reclusão por participação em organização criminosa. Os outros dois acusados – Shermam de Souza e Pedro Henrique Gomes de Mesquita – receberam sentenças mais severas: 43 e 29 anos de prisão, respectivamente.
Após cumprir parte da pena em regime fechado, Adriana passou para um sistema menos rigoroso, com tornozeleira eletrônica e medidas cautelares. No entanto, ela deixou o estado sem autorização, removeu o equipamento de monitoramento e tornou-se foragida até ser localizada na semana passada em Goiás. Agora, a Justiça aguarda o desbloqueio dos procedimentos administrativos para que ela retorne ao Acre e retome o cumprimento da pena.









