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RIO BRANCO

POLÍCIA

Conduta do diretor do Iapen é inadmissível, diz Arlenilson Cunha; deputado vai acompanhar caso

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O policial penal e deputado estadual Arlenilson Cunha se pronunciou sobre as denúncias contra Alexandre Nascimento, diretor do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). O parlamentar, que é presidente da Comissão de Segurança Pública e integrante da categoria, disse que foi procurado por policiais penais para que ajudasse a categoria que, segundo eles, vem passando por situações humilhantes nas mãos de Alexandre Nascimento.

Arlenilson Cunha salientou que, diante das graves denúncias feitas por várias policiais, especialmente da equipe B do presídio feminino de Rio Branco, relatando absurdos que ocorreram naquela instituição, em uma sala durante o plantão, não tem como ficar inerte diante de toda a situação.

“Elas, de plantão, durante o expediente, foram retiradas de seus postos de serviço e o diretor presidente do Iapen proferiu diversas palavras com um tom elevadíssimo, proferindo ameaças, caracterizando um total absurdo e assédio. São relatos estarrecedores, e no século 21 isso jamais pode acontecer. São policiais. Policiais penais, pais de família, mulheres que estavam ali desempenhando seus serviços. Então, é inadmissível, é inaceitável uma conduta dessa natureza. São denúncias graves, relatos graves de várias policiais penais efetivas. Nós vamos levar ao conhecimento do secretário de segurança e do governador para que sejam adotadas as medidas cabíveis, desde a apuração rigorosa até a adoção das providências”, disse Arlenilson.

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Arlenilson classificou como inadmissível e não tolerável uma conduta dessa natureza pelo gestor máximo da pasta, investido no cargo público, usando o aparato estatal e o cargo público para tratar de uma questão particular de forma intimidadora.

Sobre a afirmação de Alexandre acerca de telefones de policiais penais grampeados pela Polícia Civil, o deputado disse que também vai requerer informações junto à Polícia Civil.

“Se há alguma investigação nesse sentido, se há telefones grampeados, porque tem que ter autorização judicial, então nós vamos buscar todas as informações possíveis. Sei que existe o contraditório e a ampla defesa, mas nós não vamos admitir qualquer ato dessa natureza”, destacou o deputado.

Arlenilson Cunha finalizou dizendo que vai acompanhar o caso rigorosamente. “Como presidente da Comissão de Segurança Pública e deputado, integrante da categoria, nós vamos acompanhar de forma minuciosa, bem como levar ao conhecimento dos órgãos de fiscalização, controle externo da atividade policial e vários outros órgãos”, concluiu.

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