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RIO BRANCO

POLÍCIA

Defesa do Policial Penal que matou jovem na Expoacre diz que a namorada levou o jovem para a morte

Publicado em

O desfecho trágico que culminou na morte do jovem Wesley Santos da Silva, de 20 anos, durante um evento na Expoacre, trouxe à tona um cenário complexo e controverso. A defesa do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto, acusado do crime, sustenta uma narrativa que diverge da versão popularmente difundida.

Os advogados Wellington Frank e Carlos Venícius, em defesa de Raimundo Nonato, argumentam que o policial penal está sendo injustamente estigmatizado pela sociedade. Segundo eles, o trágico desfecho não foi premeditado, mas sim resultado de uma série de agressões sofridas pelo acusado por parte da namorada da vítima, Rita de Cássia.

O episódio, que teve como desencadeador um desentendimento dentro de um bar que se estendeu para a rua, culminou em disparos de arma de fogo. Rita de Cássia, alegando ter sido vítima de importunação sexual, acabou ferida por tiros nos membros inferiores. Em seu depoimento, ela relata ter reagido às investidas do policial penal após se sentir assediada.

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A defesa argumenta que os disparos efetuados pelo acusado não tinham a intenção de ser letais, mas sim de se defender das agressões sofridas. A escolha de mirar em regiões não letais seria uma evidência disso, conforme apontado pelos advogados. Contudo, o desfecho trágico que resultou na morte de Wesley é descrito como um encontro fatídico, onde a morte parecia ter marcado presença de forma inevitável.

A decisão judicial de manter Raimundo Nonato preso preventivamente foi proferida pelo juiz Flávio Mariano Gundim, durante uma audiência no Fórum Criminal. Agora, aguarda-se a conclusão do processo para determinar se o acusado será levado a júri popular. Enquanto isso, a suspensão do salário do policial penal tem gerado dificuldades financeiras para sua família, agravando ainda mais a situação.

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