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POLÍCIA

Delegada é presa em SP suspeita de ligação com PCC; investigação aponta vínculos desde época como advogada no Pará

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SÃO PAULO (SP) – A delegada Layla Lima Ayub foi presa temporariamente nesta sexta-feira (16) durante operação do Ministério Público, que investiga sua ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As apurações indicam que ela teria sido cooptada pela facção criminosa quando ainda exercia a advocacia em presídios do Pará.

Conforme informações do MP, a delegada manteve vínculos pessoais e profissionais com integrantes da organização criminosa. Além disso, suspeita-se que ela tenha exercido a advocacia de forma irregular após assumir o cargo de delegada – prática vedada por lei. A prisão ocorreu menos de um mês após sua posse, quando ainda estava em estágio probatório na Academia de Polícia.

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O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, confirmou que Layla participou de uma audiência de custódia como advogada em Marabá (PA) após já ter sido empossada como delegada em São Paulo, no dia 19 de dezembro de 2025.

Na solenidade de posse, a delegada esteve acompanhada do namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel. Autoridades do Norte do país apontam o homem como integrante do PCC e liderança do tráfico de armas e drogas em Roraima. A Justiça decretou prisão temporária de 30 dias para o casal, que responde por suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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As investigações também apontam que, nove dias após assumir o cargo, Layla atuou na defesa de um integrante do PCC preso em flagrante em Rondon do Pará. Além disso, o casal é suspeito de ter adquirido uma padaria na Zona Leste de São Paulo com recursos ilícitos, utilizando uma pessoa de confiança como “laranja” para ocultar a propriedade do estabelecimento.

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