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RIO BRANCO

POLÍCIA

Detento que foi testemunha da rebelião do Presídio Antônio Amaro é encontrado morto em Rio Branco

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O detento Oceu Martins foi encontrado morto por outros presos na madrugada desta quarta-feira (29), em uma das celas do Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco.

Segundo informações da polícia, Oceu era testemunha da chacina que ocorreu na rebelião no dia 26 de julho de 2023, no presídio Antônio Amaro. Ainda segundo a polícia, Oceu já tinha dito que seria morto após dar o depoimento dele acerca da chacina que aconteceu no presídio.

O depoimento da vítima, detalhava como a rebelião aconteceu e se desenvolveu, como também, possíveis participantes e autoria dos crimes.

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O homicídio aconteceu na madrugada, mas o corpo de Oceu só foi encontrado pelos Políciais Penais na manhã desta quarta-feira, por volta das 7h, quando os presos foram tomar café.

Ao ser relatado a morte do preso, os outros detentos foram colocados em uma cela reserva e foi acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que só pode atestar a morte do homem. Em seguida, a área foi isolada para o trabalho da perícia técnica científica. Após os procedimentos de praxe da perícia, o corpo foi removido por agentes de Necropsia e levado a Sede do Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos.

O caso será investigado pela Polícia Civil através da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP). O delegado Cristiano Bastos falou que o detento foi encontrado com marcas de agressão na cabeça. O detento estava com outro preso na cela, identificado como André, que ficou calado ao ser interrogado pela polícia.

O Governo do Estado do Acre, emitiu nota sobre a morte do detento no Presídio Antônio Amaro Alves. Veja a nota:

O governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), informa a morte do detento Oceu Rocha Martins, de 41 anos, nesta quarta-feira, 29, no Presídio Antônio Amaro Alves, em Rio Branco.

O detento que dividia a cela com Oceu relatou que, quando acordou, deparou-se com o colega caído no chão, desacordado, e chamou um policial.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro ao detento, mas só pôde atestar o óbito. Não foram encontrados sinais de violência nos presos. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e o Iapen aguarda o laudo pericial.

Que, neste momento de profunda dor, Deus conforte o coração dos familiares.

Alexandre Nascimento
Presidente do Iapen/AC

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