POLÍCIA
Diretor operacional do Iapen – AC é acusado de tentativa de feminicídio por ex-companheira após denúncia de nepotismo

Tiênio Rodrigues Costa, diretor operacional do Iapen e chamado pelos colegas de “02 do Iapen”, após suposto envolvimento em uma denúncia de nepotismo que já está sendo apurada pelo Ministério Público — na qual ele teria indicado uma namorada por meio de uma empresa terceirizada que presta serviço para a instituição — agora se envolveu em outro crime, ainda mais grave, e deve responder por tentativa de feminicídio nos termos da Lei Maria da Penha.
O detalhe é que o suposto crime foi denunciado pela própria vítima, que não é a namorada atual citada na denúncia de nepotismo. Trata-se de uma ex-companheira, que ainda mantinha relações amorosas com Tiênio, conforme relatos da própria.
Segundo o Boletim de Ocorrência registrado no dia 10/11 deste mês, a vítima — que terá sua identidade preservada por motivos óbvios — relatou que o casal já estava separado, mas mantinha encontros amorosos. Após o episódio violento, porém, a mulher quer romper em definitivo com Tiênio, o autor.
RELATOS DA VÍTIMA contidos no Boletim de Ocorrência:
“Na data de 10/11/2025, por volta das 20h15min, a declarante chegou à casa do TIÊNIO RODRIGUES; QUE, chegando lá, em frente, a declarante viu que o TIÊNIO RODRIGUES estava no final da rua, na caminhonete Triton, cor cinza, do trabalho do IAPEN, pois ele é policial penal e exerce a função de diretor operacional do IAPEN; QUE, em seguida, o TIÊNIO RODRIGUES saiu dirigindo o veículo e entrou na Rua da Paz e, lá chegando, fez a volta e falou para a declarante parar a moto dela, pois iriam conversar; QUE, a declarante parou, desceu e foi até o carro em que o Tiênio estava; QUE, quando a declarante colocou o braço esquerdo por dentro da porta para se apoiar, o TIÊNIO RODRIGUES acelerou o veículo; QUE, por alguns segundos, a declarante foi arrastada, até conseguir se soltar do veículo e, em seguida, caiu ao solo, tendo um desmaio por alguns segundos; QUE, a declarante ficou com lesões decorrentes da queda no asfalto, nas coxas, nos joelhos, nos antebraços, na palma da mão direita e na barriga; QUE, a declarante estava de capacete, por isso protegeu a cabeça; QUE, o TIÊNIO RODRIGUES não retornou para socorrer a declarante; QUE, a declarante apresenta lesões e, por esse motivo, deseja ir ao IML realizar o exame de corpo de delito.”
A vítima, machucada, ainda teria pedido apoio policial para ir ao hospital ou posto de saúde, por medo de “o valentão retornar para terminar o serviço”, e pediu também um abrigo seguro, pois teme por sua vida.
Após o registro da ocorrência e todos os trâmites legais, a vítima entrou com pedido de medida protetiva contra o diretor operacional do Iapen, Tiênio Costa, solicitando ainda que ele perca o direito de andar armado, por ser perigoso e violento.
Um inquérito foi instaurado para investigar as denúncias e, no dia 11/11, a vítima solicitou, por meio da Deam, uma medida protetiva em caráter de urgência, conforme a Lei Maria da Penha.
MEDIDAS SOLICITADAS
– Suspender o direito do agressor de possuir arma de fogo (art. 22, inc. I, da Lei 11.340/2006).
– Proibir o agressor de se aproximar da vítima, de seus familiares e testemunhas (art. 22, inc. III, da Lei 11.340/2006).
– Proibir o agressor de entrar em contato com a vítima, seus familiares e testemunhas por telefone, redes sociais (Facebook, WhatsApp), e-mail ou carta (art. 22, inc. III, da Lei 11.340/2006).
O presidente do Iapen, Marcos Frank, informou à nossa equipe de reportagem que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a situação e que, tão logo isso aconteça, deverá tomar as medidas cabíveis ao caso e instaurar procedimento interno.








