POLÍCIA
Ex-fuzileiro naval preso no Acre requer transferência para cumprimento de pena

Erasmo Sérgio Alves, 52 anos, conhecido como “Careca”, ex-fuzileiro naval, foi preso em Rio Branco (AC) no dia 9 de abril sob acusação de envolvimento no “Novo Cangaço”, grupo criminoso especializado em assaltos a bancos com métodos paramilitares. A prisão, resultado de uma operação conjunta da DENARC e CORE, ocorreu em uma residência de luxo no bairro Estação Experimental, onde “Careca” vivia sob a identidade falsa de Augusto Sérgio Alves.
Além das acusações relacionadas ao “Novo Cangaço”, Alves possui dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Espírito Santo por roubo e uso de identidade falsa, com penas que ultrapassam 40 anos. Durante a audiência de custódia, ele confessou os crimes cometidos antes de 2013, alegando ter se afastado do crime desde então e solicitando o cumprimento de sua pena no Acre. Sua afirmação de que não usou identidade falsa foi refutada por gravações apresentadas pelos investigadores, que também desmentiram sua declaração de ser natural de Sena Madureira (AC).
Apesar de ter sido concedida liberdade provisória em relação à acusação de uso de documento falso (crime de menor potencial ofensivo), Alves permanece preso devido aos mandados de prisão expedidos pelo Espírito Santo e pela Justiça Federal. A situação levanta questões sobre a jurisdição e o processo de transferência de presos entre estados, principalmente considerando a complexidade dos crimes e a extensão da pena a ser cumprida. O caso demonstra a capacidade das forças de segurança em desarticular grupos criminosos e a complexidade de lidar com indivíduos que utilizam identidades falsas e atuam em diferentes estados. A solicitação de “Careca” para cumprir pena no Acre, embora aparentemente conveniente para ele, requer uma análise jurídica cuidadosa para garantir a aplicação da lei e os direitos dos envolvidos.
