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RIO BRANCO
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POLÍCIA

Força Tática do 3º Batalhão impede “tribunal do crime” e prende suspeitos por extorsão e cárcere privado

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Marcelo dos Santos, de 27 anos; Lucas Nogueira, de 24; Anderson Luan, de 22; e João Vitor, de 24 anos, foram presos suspeitos de envolvimento nos crimes de extorsão, cárcere privado e associação criminosa, na noite desta terça-feira (13), em um beco localizado na Rua Luiz Gonzaga, no bairro Vitória, na parte alta da cidade de Rio Branco.

Segundo informações de policiais militares da Força Tática do 3º Batalhão, sob o comando do sargento Michael e coordenação do tenente PM Eliabi, com apoio da Força Tática do 1º Batalhão, as guarnições realizavam patrulhamento de rotina quando receberam uma denúncia via COPOM, indicando que integrantes de uma facção criminosa estariam prestes a executar uma vítima no local informado.

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Durante patrulhamento a pé no endereço denunciado, os policiais localizaram os quatro suspeitos e realizaram a abordagem. Inicialmente, eles alegaram que estariam tentando recuperar um aparelho celular supostamente roubado durante a madrugada de Marcelo dos Santos, motorista de aplicativo.

Conforme relato à Polícia Militar, Marcelo teria sido rendido durante uma corrida, sob ameaça com faca, ocasião em que teve o celular e R$ 250 subtraídos, sem que o crime fosse registrado por meio de boletim de ocorrência.

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Ainda de acordo com a PM, por volta das 16h30, a Força Tática do 3º BPM já havia sido acionada para averiguar uma denúncia de indivíduos em um carro preto rondando residências no bairro Adalberto Sena. No local, Marcelo informou que buscava imagens de câmeras de monitoramento para identificar o autor do roubo, sendo orientado a procurar a Delegacia de Polícia.

Por volta das 20h10, uma nova denúncia apontou a ocorrência de cárcere privado no mesmo endereço da Rua Luiz Gonzaga. Durante a intervenção policial, foi identificada a vítima, Rayanderson Nascimento, que relatou ter sido levada para uma casa abandonada, onde foi submetida ao chamado “tribunal do crime”.

De acordo com a vítima, ela foi ameaçada com ripas e coagida a confessar o roubo que lhe era imputado, além de realizar uma transferência via PIX no valor de R$ 500 para quitar a suposta “dívida”. Rayanderson afirmou ainda que os suspeitos aguardavam a chegada de outras pessoas armadas para executar o crime.

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No local, a polícia apreendeu uma ripa de aproximadamente dois metros, um porrete, um alicate e uma corrente metálica. Diante da situação, foi necessário o uso de algemas, conforme a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal, para garantir a integridade física das guarnições e dos envolvidos.

A Polícia Militar informou que Lucas Nogueira apresentava uma queimadura na perna esquerda e Anderson Luan arranhões nos pés, ambos decorrentes de acidentes de motocicleta. Anderson e Lucas alegaram que estavam no local apenas para consumo de entorpecentes, enquanto Marcelo e João Vitor afirmaram que prestariam esclarecimentos apenas ao delegado.

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Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (DEFLA), juntamente com a vítima e os objetos apreendidos, para os procedimentos legais cabíveis.

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