POLÍCIA
Indígena da etnia Noke Koi é preso em Cruzeiro do Sul acusado de estupro e descumprimento de medida protetiva

Cruzeiro do Sul, AC – Um homem indígena da etnia Noke Koi foi preso nesta quinta-feira (4) pela Polícia Civil na Terra Indígena Katukina, localizada às margens da BR-364, em Cruzeiro do Sul. Ele é acusado de descumprir uma medida protetiva imposta à esposa e de estuprar a própria filha.
Segundo o delegado Venicius Almeida, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e de Proteção à Criança e ao Adolescente (Dempca), o indígena já tinha prisão preventiva decretada por violar a medida protetiva contra sua esposa. Durante as investigações, a polícia conseguiu localizá-lo na aldeia e efetuou a prisão. O acusado justificou o descumprimento alegando que precisava entrar na casa para cuidar dos filhos e preparar refeições, uma alegação rejeitada pelas autoridades.
O caso é ainda mais grave: o homem está sendo investigado por estupro da própria filha, e há suspeitas de que a neta também seja filha dele, configurando um grave crime de incesto. “Ele é autor de estupro da própria filha e há suspeitas de que a filha da filha dele seja também filha dele, ou seja, ele é pai e avô”, detalhou o delegado Almeida.
O delegado alertou para o aumento no descumprimento de medidas protetivas em Cruzeiro do Sul, ressaltando a importância do cumprimento dessas ordens judiciais para evitar crimes ainda mais graves, como feminicídios. “O número de descumprimentos tem crescido, infelizmente. Se existe uma ordem judicial, ela deve ser cumprida, e, se não for, há todos os mecanismos legais para coibir essa conduta”, enfatizou.
Para o delegado, é fundamental que não apenas as vítimas, mas também vizinhos, familiares e a comunidade em geral, denunciem qualquer desrespeito às medidas protetivas, ajudando na prevenção de crimes violentos contra mulheres e crianças.
A prisão deste indígena reforça o compromisso das autoridades locais em combater a violência doméstica e proteger mulheres e crianças, mesmo em áreas indígenas, onde o acesso à justiça pode ser mais complexo.
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