O jogador Alex Pires Júnior, conhecido como “Lekinho”, e integrante da Associação Desportiva Vasco da Gama do Acre, apresentou-se à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (17), em Rio Branco, no âmbito da investigação que apura um suposto estupro envolvendo atletas do clube. O depoimento foi prestado na Delegacia de Flagrantes, para onde o atleta foi acompanhado pelo técnico da equipe e por seu advogado.
Após os procedimentos iniciais, o jogador foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, unidade responsável pela condução do inquérito. Em declaração à imprensa, ele negou qualquer participação no crime, afirmou que se apresentou de forma добровária e disse estar à disposição da Justiça para colaborar com as investigações.
Outros envolvidos e prisões
Além de Alex Pires, também são investigados os atletas Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario. O caso teria ocorrido na madrugada da última sexta-feira (13), dentro do alojamento do clube.
Erick Serpa foi preso em flagrante no sábado (14) e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia realizada no domingo (15). Já os demais tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça e devem se apresentar acompanhados de seus representantes legais.
Atendimento às vítimas e início das investigações
De acordo com o delegado responsável pelos primeiros levantamentos, as vítimas foram localizadas na Maternidade Bárbara Heliodora, onde recebiam atendimento médico. Inicialmente, elas haviam procurado uma delegacia, mas foram orientadas a buscar assistência de saúde antes do registro formal da ocorrência.
Ainda segundo a autoridade policial, as mulheres relataram receio de sofrer represálias. Após orientação de uma assistente social, informaram os nomes dos suspeitos e o endereço do alojamento onde os fatos teriam ocorrido. Uma equipe foi enviada ao local e conduziu um dos jogadores à delegacia; os demais não foram encontrados naquele momento.
Versões apresentadas
Conforme a apuração, as denunciantes afirmaram que foram ao alojamento para um encontro consensual com os atletas, mas relataram que, posteriormente, teriam sido vítimas de abuso. A oitiva formal não ocorreu de imediato devido ao atendimento médico.
A defesa dos investigados sustenta que houve consentimento nas relações e destaca que os jogadores são réus primários.
Andamento do inquérito
A investigação está sob responsabilidade da delegada Michelle Boscaro. Por se tratar de crime de ação penal pública incondicionada, o procedimento segue independentemente de representação formal das vítimas.
Em posicionamento divulgado anteriormente, o clube informou que não tolera qualquer forma de violência e que adotará medidas internas conforme o avanço das apurações.









