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POLÍCIA

Justiça condena professor e PM por estupro de irmãs em troca de ajuda financeira

Publicado em

Um professor e um policial militar foram condenados por estuprar três irmãs em Manaus, em um caso chocante que abalou a cidade. Os crimes hediondos ocorreram ao longo de seis anos, entre 2013 e 2019, até que os acusados finalmente foram detidos.

Na sentença proferida pelo Juízo da 1.ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual e de Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes, o professor recebeu uma pena de 33 anos, oito meses e oito dias de prisão, além de ser condenado a pagar R$ 50 mil a cada uma das vítimas como reparação por danos morais. O policial militar, por sua vez, foi sentenciado a 24 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, ao pagamento de R$ 50 mil a cada uma das vítimas, e à perda do cargo público.

Os pais das vítimas também foram implicados no processo, com a mãe sendo absolvida e o pai tendo a punibilidade extinta devido ao seu falecimento durante o curso do processo.

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A investigação revelou que, durante os anos em que os abusos ocorreram, os réus, aparentemente desconhecidos entre si, cometeram atos libidinosos e conjunção carnal contra as três vítimas, com idades entre 10 e 16 anos. Os agressores frequentavam a residência das meninas como amigos, oferecendo-lhes presentes e ajuda financeira, aproveitando-se da extrema pobreza em que viviam.

A coragem da vítima mais velha, que foi a primeira a denunciar os abusos, foi fundamental para expor a terrível situação em que as irmãs se encontravam. A denúncia do Ministério Público do Amazonas foi acolhida pela Justiça em setembro de 2019, e o processo seguiu com as respostas dos réus e a realização de audiências ao longo de 2020.

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