RIO BRANCO, AC, 14 de fevereiro de 2026 — A Justiça acreana autorizou a quebra de sigilo telefônico e telemático de integrantes de uma organização criminosa presa em outubro do ano passado em Assis Brasil, município da tríplice fronteira. A decisão atendeu a um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAEC), do Ministério Público do Acre (MPAC).
O juiz da Vara das Garantias determinou ainda a realização de perícias nos aparelhos celulares apreendidos durante a operação da Polícia Civil. A análise dos dispositivos permitirá extrair dados e arquivos que devem colaborar com as investigações sobre as atividades da facção na região fronteiriça.
Entre os investigados figura Denis Oliveira da Silva, conhecido como “Chico”, apontado como uma das principais lideranças do crime organizado em Assis Brasil. Wesley Santa do Nascimento e Luiz Neto Rodrigues também são alvos da decisão judicial. Os três foram detidos junto com outras três pessoas durante a operação policial, que visava combater o poder de facções na área.
Além da quebra de sigilo, o magistrado autorizou o desmembramento do processo relativo ao crime de participação em organização criminosa. O MPAC argumentou que a medida é necessária devido ao volume de material apreendido e à necessidade de mais tempo para análise das provas colhidas.
Na mesma decisão, houve a reavaliação das prisões preventivas dos acusados, com a revogação das detenções. Como medida cautelar alternativa, foi determinado o monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira para os investigados.
No momento das prisões, os principais investigados estavam portando armas de fogo, valores em dinheiro e materiais que apontavam para vínculo com organizações criminosas, conforme informações do processo.









