RIO BRANCO (AC), 20 de fevereiro de 2026 – O juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital acreana, manteve nesta semana a prisão preventiva de Ronicley de Souza Figueiredo, acusado de participar da morte de Alan Victor da Silva, um homem em situação de rua vitimado em execução no início de janeiro. A defesa havia pleiteado a substituição da medida por outras cautelares, mas o pedido foi indeferido pelo magistrado.
O crime ocorreu no dia 6 de janeiro, no Parque da Maternidade, na região central de Rio Branco. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Ronicley estava ao volante do automóvel utilizado durante o ataque. O segundo indivíduo envolvido no processo, Acir Moreira Ferreira Thomas, é apontado como o autor dos disparos e responde ao processo em liberdade.
As investigações apontam que Alan Victor caminhava nas proximidades do Terminal Urbano quando foi abordado pelos dois homens no veículo. O ocupante do banco do passageiro realizou uma série de tiros, atingindo a vítima em três oportunidades. Mesmo conseguindo correr alguns metros antes de desabar na grama, Alan não resistiu aos ferimentos e faleceu enquanto recebia atendimento no Pronto Socorro da cidade.
A identificação do veículo foi possível graças às imagens do sistema de monitoramento do programa Rio Branco Mais Segura. No mesmo dia do crime, o automóvel foi apreendido e Ronicley foi detido. Durante o depoimento na Delegacia de Flagrantes, ele admitiu ter conduzido o carro e afirmou que Acir foi quem efetuou os disparos, alegando que a motivação teria sido um suposto furto cometido pela vítima na residência do atirador.
Acir Thomas compareceu à polícia três dias após o fato e manteve o silêncio durante o interrogatório. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público do Acre por homicídio triplamente qualificado, e aguardam o julgamento no âmbito do Tribunal do Júri.









