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RIO BRANCO

POLÍCIA

Menina de 10 anos sobrevive a tiro na cabeça; vizinhos são suspeitos

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No último Domingo de Páscoa, a cidade de Cerejeiras foi palco de um terrível incidente, quando uma menina de apenas 10 anos foi atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça. Por uma questão de milímetros, o tiro não causou sua morte, mas deixou a comunidade chocada e em busca de respostas.

A garotinha, filha de pioneiros na cidade, foi prontamente levada a um hospital particular em Vilhena, onde passou por uma delicada cirurgia realizada por um neurologista. Após receber alta na noite anterior, ela retornou para casa nesta terça-feira de manhã, deixando todos aliviados com sua recuperação.

Segundo relatos da irmã da vítima, a menina estava brincando com outras crianças na chácara da família, localizada na área urbana de Cerejeiras. Em um momento crucial, quando se preparava para entrar em casa, ela começou a gritar e apresentava um sangramento no rosto. Inicialmente, os parentes imaginaram que se tratava de um ferimento causado por algum inseto, mas logo perceberam que a situação era mais grave.

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A irmã, desconfiada de que a lesão poderia ser algo sério, insistiu para que fosse feito um raio-X. Ao analisar a imagem, a família recebeu a terrível notícia de que a garota tinha um projétil alojado próximo ao globo ocular. A partir desse momento, a situação se tornou ainda mais angustiante, pois os hospitais públicos se recusaram a realizar a cirurgia, alegando a falta de um neuropediatra.

Com o intuito de evitar a transferência da paciente para hospitais distantes, a família conseguiu atendimento com um neurologista em um hospital privado em Vilhena. Durante o procedimento, ficou constatado que o projétil de tamanho considerável poderia ter atingido regiões fatais na cabeça da menina, como o globo ocular, causando cegueira, uma artéria ou até mesmo o cérebro, o que poderia ter sido fatal.

Diante dessa grave situação, uma queixa foi registrada na Polícia Civil de Cerejeiras, que iniciou uma investigação para apurar os fatos. Os vizinhos da menina, que estariam envolvidos na prática de caça a passarinhos, são considerados suspeitos de terem efetuado o disparo com uma arma de pressão, utilizando uma munição que, em muitos casos, pode ser letal.

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