O monitorado por tornozeleira eletrônica Francisco Costas das Chagas Filho, de 28 anos, foi chamado para pagar uma dívida e acabou executado a tiros em uma área de mata, na noite desta segunda-feira (9), na Rua Içá, no bairro Conjunto Rui Lino II, em Rio Branco.
Segundo informações repassadas pela esposa da vítima, Francisco teria sido chamado para quitar uma dívida com o tráfico de drogas. Ele foi até o local em um veículo modelo Golf, de cor branca e placa NAG-4759, levando aproximadamente R$ 14 mil em dinheiro.
Ao chegar para entregar o valor aos criminosos, foi surpreendido pelos cobradores, que já estavam armados. Eles efetuaram cerca de três disparos: um atingiu o abdômen, outro o peito e o terceiro o braço da vítima. Após a ação criminosa, os executores fugiram levando o dinheiro. Durante a fuga, ainda jogaram o celular de Francisco na área de mata.
Moradores relataram ter ouvido os disparos e saíram para verificar o que havia ocorrido. No entanto, como a região é dominada por uma organização criminosa, impera a chamada “lei do silêncio”.
Diante da demora do marido, a esposa estranhou a situação e, por meio do localizador do celular, conseguiu identificar a localização do veículo na Rua Içá. Ao chegar nas proximidades, percebeu pessoas desconhecidas mexendo no automóvel. Temendo o pior, acionou a Polícia Militar.
Os policiais foram ao endereço indicado e encontraram Francisco ferido por disparos de arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e uma ambulância de suporte avançado esteve no local, porém a equipe médica apenas pôde constatar o óbito.
Policiais militares do 1º Batalhão isolaram a área para o trabalho da perícia criminal. Em seguida, foram realizadas diligências e patrulhamento na região, na tentativa de localizar os autores do homicídio, mas ninguém foi preso.
Após a conclusão da perícia, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos.

A polícia trabalha com a hipótese de que o crime esteja relacionado a um acerto de contas envolvendo o tráfico de drogas. O caso é investigado inicialmente pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) e, posteriormente, será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).









