ENVIRA (AM), 03 de fevereiro de 2026 – A morte brutal de um indígena identificado como Adegilson, cujo corpo decapitado foi localizado no dia 27 de janeiro em Envira, no Amazonas, pode ter sido ordenada por faccionados no estado do Acre. O escrivão da Polícia Civil local, Jackson, divulgou nesta segunda-feira (02) um vídeo onde afirma que o comando para o crime teria partido, possivelmente, do município de Tarauacá.
De acordo com o policial, as autoridades foram avisadas na noite do dia 26 sobre a possível execução de uma pessoa em uma área de mata conhecida por ser utilizada pelo Comando Vermelho. “Recebemos informações de que alguém seria executado naquela região. Na mesma noite, realizamos uma busca, mas não conseguimos encontrar nem os autores nem a vítima”, contou Jackson.
Na manhã seguinte, as buscas continuaram e foi constatado que os envolvidos haviam se deslocado para a zona rural. Mais tarde no dia 27, foi comunicada a descoberta de um corpo sem cabeça – com a parte cepálica ao lado – em uma área de mata próxima ao bairro Santa Rita, região dominada pela organização criminosa. A Polícia Civil e Militar confirmaram os fatos e procederam com o levantamento do corpo.
As investigações já apontam alguns nomes envolvidos no crime, segundo o escrivão. “As pessoas identificadas têm histórico de outros homicídios violentos, além de envolvimento com tráfico de drogas e roubos armados”, disse ele. Ainda conforme as investigações, o crime foi encomendado a partir do Acre, com indícios apontando para Tarauacá.
A motivação ainda não está totalmente esclarecida, mas há duas linhas principais sendo analisadas: a primeira sugere que a vítima teria agredido sua companheira em Tarauacá ou Feijó, em uma área controlada pelo Comando Vermelho. A segunda aponta para uma possível tentativa de Adegilson se filiar ao Bonde, uma organização criminosa que já teve forte presença em Envira e busca se reinstalar na cidade. O policial ressaltou que há uma terceira linha de investigação que não pode ser divulgada no momento.
A distância entre Envira e Feijó varia de 150 a 200 km por terra. Por via aérea, o trajeto dura cerca de 20 minutos, enquanto de batelão pelo Rio Envira, o percurso leva de 12 a 15 horas. As investigações continuam em parceria entre a Polícia Civil e Militar, que buscam concluir os trabalhos e identificar todos os envolvidos.









