Padrasto de adolescente que matou funcionárias de escola em Rio Branco nega intervenção escolar e exibe BO

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Padrasto de adolescente que matou funcionárias de escola em Rio Branco nega intervenção escolar e exibe BO

O advogado Ruan Amorim, padrasto do adolescente investigado pela morte de duas funcionárias no Instituto São José, em Rio Branco, se manifestou publicamente para negar informações divulgadas após a tragédia. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele afirmou que nunca esteve na unidade de ensino para cobrar providências sobre supostos casos de bullying contra o enteado e também negou ter feito ameaças à equipe escolar.

A declaração foi divulgada após reportagem do portal AC24Horas mencionar o relato de um dos viúvos das vítimas. Segundo a versão citada na publicação, o homem teria procurado a escola dias antes do crime e afirmado que o adolescente poderia “resolver o problema por meios próprios” caso nenhuma medida fosse adotada.

Padrasto diz que nunca foi à escola

Nos vídeos, o homem afirma que não tinha participação direta nas questões escolares do adolescente e que esse tipo de assunto era tratado exclusivamente pelos pais biológicos.

“Sou padrasto do menor, mas não me compete fazer qualquer tipo de cobrança relacionada à vida escolar dele junto ao instituto. Essa atribuição é do pai ou da mãe”, declarou.

Ele também disse que as imagens do sistema de segurança da escola podem comprovar que nunca esteve no local no período mencionado.

Defesa cita boletim de ocorrência

Durante o pronunciamento, o padrasto apresentou um boletim de ocorrência e informou que procurou a delegacia para prestar esclarecimentos e registrar oficialmente sua versão dos fatos.

Entre os principais pontos apresentados pela defesa estão: Negativa de qualquer visita à escola; ausência de participação nas decisões escolares do adolescente; pedido para análise das câmeras de segurança da instituição; e olaboração com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A defesa classificou como falsas as informações que associam o nome do padrasto a supostas ameaças feitas antes do ataque.

Polícia investiga motivação do crime

O caso provocou grande repercussão no Acre e segue sob investigação da Polícia Civil. Os investigadores tentam esclarecer a motivação do ataque e apuram se o adolescente enfrentava situações de violência escolar ou outros fatores que possam ter contribuído para o crime.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre o andamento das investigações nem confirmaram oficialmente a existência de denúncias anteriores relacionadas ao comportamento do adolescente na escola.

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