Assis Brasil, Acre – 20 de maio de 2026 – Uma tentativa de introduzir drogas dentro de unidade policial e uma estratégia ousada, mas fracassada, para tentar evitar uma prisão, resultou na detenção de duas mulheres na Delegacia-Geral do município, na última terça-feira, dia 19. O caso envolve tráfico de entorpecentes e o crime de falsa autoacusação, previsto no Artigo 341 do Código Penal, e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Tudo começou quando uma mulher, que se apresentou como parente de um detento acusado de homicídio, procurou a recepção da delegacia pedindo permissão para entregar uma refeição em uma marmita ao preso. Como determina o regulamento de segurança, os policiais de plantão fizeram a verificação detalhada do alimento e do recipiente. Ao examinar o fundo da embalagem, os agentes encontraram um pequeno pacote com substância semelhante à cocaína, escondido de forma estratégica. Imediatamente, a mulher foi presa em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas.
Pouco tempo depois, o caso ganhou um novo capítulo. Uma segunda mulher chegou à delegacia, também alegando ser familiar do mesmo detento. Surpreendendo a todos, ela disse aos policiais que tinha sido ela própria quem havia colocado a droga na marmita, assumindo toda a responsabilidade pelo ato e pedindo que a primeira mulher fosse liberada.
A atitude, no entanto, não convenceu a polícia. Em poucos minutos de apuração e checagem de informações, ficou claro para a equipe que a confissão era inventada. O objetivo da segunda suspeita era apenas tentar anular a prisão em flagrante da companheira, numa tentativa de burlar a lei e o trabalho policial. A ação, porém, saiu completamente do controle: em vez de conseguir a liberdade da outra, ela própria foi detida e autuada por falsa autoacusação — crime que consiste em se declarar autor de um delito praticado por outra pessoa, com pena de detenção de três meses a dois anos, além de multa.
As duas seguem recolhidas e ficarão à disposição da Justiça até que sejam definidos os próximos passos do processo. Os investigadores continuam analisando o caso para verificar se existe uma rede maior de pessoas ajudando o detento a receber objetos ou substâncias proibidas, e se há outras pessoas envolvidas na ação.
Conforme explicou a assessoria da Polícia Civil, casos como esse mostram a importância rigorosa das vistorias e da atenção das equipes, pois estratégias para tentar introduzir drogas em locais de custódia são frequentes, e medidas como essa de assumir culpa alheia não são raras, mas são rapidamente identificadas e punidas.













