Elivan da Silva Sousa e Sayde da Costa Uchoa foram presos, e um adolescente foi apreendido durante uma ação da Polícia Militar, na tarde de terça-feira (20), no bairro Belo Jardim, no Segundo Distrito de Rio Branco. Na residência onde os suspeitos foram abordados, os policiais encontraram armas de fogo, dezenas de munições, fardamentos das Forças Armadas, cadernos com anotações de empréstimos e aproximadamente R$ 56.147 em dinheiro.
Segundo informações do registro policial, a ocorrência começou por volta das 17h30, após a guarnição receber uma denúncia anônima de uma pessoa que afirmou estar sendo ameaçada por um homem conhecido como Elivan, supostamente envolvido em um esquema de agiotagem com cobrança de juros abusivos.
O denunciante relatou que havia contraído um empréstimo e enfrentava dificuldades para quitar a dívida após o adoecimento de um familiar. Conforme o relato, o atraso nas parcelas teria provocado o aumento progressivo do débito.
Ainda segundo a denúncia, Elivan teria ameaçado matar o devedor e seus familiares caso o valor não fosse pago até o dia seguinte. O suspeito também teria sido visto portando um revólver calibre .38.
Por temer represálias, a pessoa que fez a denúncia se recusou a fornecer os próprios dados pessoais e não formalizou a ocorrência naquele momento. Ela também apontou outros possíveis envolvidos e indicou um endereço na Rua Recanto das Flores, no bairro Belo Jardim, como possível local de armazenamento de armas de fogo.
Diante da gravidade das informações, a guarnição solicitou apoio da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar. As equipes seguiram até o endereço indicado e montaram um cerco no imóvel.
Durante a aproximação, os policiais visualizaram dois homens saindo do quintal da residência. Eles foram identificados como Elivan e Sayde. Durante a abordagem, os militares encontraram com Sayde um caderno de anotações e um aparelho celular.
Na sequência, os policiais avistaram o adolescente Marlom no quintal, segurando uma pistola. Ao perceber a presença das equipes, ele teria tentado retornar para o interior da casa. Diante da situação, os militares entraram no imóvel e determinaram que o adolescente soltasse a arma.
Conforme o relato policial, o jovem obedeceu à ordem inicial, mas passou a resistir à contenção, desferindo socos, chutes e pontapés contra um policial militar. A equipe informou que precisou utilizar força para controlar a situação.
Armas, munições e dinheiro apreendidos
Durante as buscas no interior da residência, os policiais localizaram, em um dos quartos, um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .28, 53 munições intactas de calibre .38, 28 munições intactas de calibre .40 e quatro cartuchos de calibre .28, dos quais dois estavam intactos e dois deflagrados.
Também foram encontrados dois carregadores compatíveis com a pistola que, segundo a ocorrência, estava com o adolescente.
No mesmo cômodo, os militares apreenderam aproximadamente R$ 56.147 em espécie, dois cadernos com anotações aparentemente relacionadas à concessão e à cobrança de empréstimos, três aparelhos celulares, diversos fardamentos das Forças Armadas, documentos pessoais, cartões bancários e ligas elásticas utilizadas para acondicionar dinheiro.
Os registros encontrados deverão auxiliar na apuração da possível relação entre os materiais apreendidos e as denúncias de agiotagem e ameaças.
Suspeitos foram levados à delegacia
Ainda de acordo com a Polícia Militar, Elivan apresentou resistência durante os procedimentos de contenção e, mesmo após ser algemado, continuou desferindo chutes e pontapés, atingindo dois policiais militares.
Diante da situação, os militares mantiveram o uso de algemas para garantir a segurança da equipe e dos demais envolvidos.
Elivan e Sayde receberam voz de prisão, enquanto o adolescente foi apreendido. Os três foram encaminhados à Delegacia Central de Flagrantes (Defla), juntamente com as armas, munições, dinheiro e demais objetos recolhidos, para os procedimentos legais.
As suspeitas de agiotagem, ameaças e eventual participação dos envolvidos em um esquema de intimidação armada deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. A denúncia inicial foi feita por uma pessoa que não se identificou, e as acusações relatadas ainda dependem de investigação.












