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RIO BRANCO

POLÍCIA

Polícia faz buscas por advogada desaparecida em sítio pesquisado por suspeito

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) fez buscas por Anic de Almeida Peixoto Herdy em um sítio de Guapimirim (RJ), na quarta-feira, 22. O local foi pesquisado por Lourival Correa Netto Fatiga, principal suspeito do desaparecimento da advogada há cerca de três meses, conforme informou o G1.

Com apoio de cães farejadores, agentes da 105ª DP (Petrópolis) vasculharam o local e chegaram a fazer escavações no terreno. As autoridades, no entanto, não encontraram nada que pudesse indicar que a mulher esteve na casa.

A investigação sinalizou que o endereço foi pesquisado por Lourival em 13 de março. Neste dia, os filhos de Anic receberam mensagens do número da mãe supostamente explicando o motivo do sumiço.

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Segundo o jornal Extra, o dono do sítio negou conhecer o suspeito e afirmou que o local sequer foi alugado recentemente. Agora, as autoridades farão buscas em novos endereços da região.

Entenda o caso

Anic está desaparecida desde 29 de fevereiro após sair a pé de um shopping em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A família dela pagou R$ 4,6 milhões, exigidos em dólares, reais e bitcoins, no dia 11 de março de 2024.

Após o pagamento, Benjamin recebeu uma mensagem do número da esposa. “Querido Benjamin, hoje é um dia muito triste para nossa família, é o dia que definitivamente irei me separar de vocês”, escreveu. No texto supostamente escrito por ela, a advogada afirma que está há um ano com outra pessoa. “Acabamos nos apaixonando. Não me procure. Meu namorado é policial civil”.

Anic tem dois filhos, um do primeiro casamento, e outra fruto do relacionamento com o atual marido. Ambos também receberam mensagens, dois dias depois do pagamento, do telefone da mãe. “Fui embora do Brasil. Conheci uma pessoa, com ele que pretendo viver”. Em seguida, a filha responde: “Se você vai falar isso para mim, vai ser pessoalmente. Eu quero pelo menos ouvir isso da tua voz”.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou que há suspeitas que a vítima tenha sido assassinada e teve seu cadáver ocultado.

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Polícia suspeita que ela teria forjado o próprio sequestro

Conforme a rádio CBN, as investigações revelaram que ela  teria participado do plano para forjar o próprio sequestro com ajuda do amante, o suspeito Lourival Correa Netto Fatiga, que já está preso.

A polícia descobriu que o celular usado por Anic antes de desaparecer tinha um chip com o nome de Lourival. Ela ainda teria usado este número de celular para falar com ele e encontrá-lo fora do shopping, local onde foi vista pela última vez.

Já Lourival usava um chip no nome de Benjamin, marido da vítima. O número foi usado como sendo do ‘suposto sequestrador’ para enviar mensagens ao marido da vítima anunciando o sequestro.

O suspeito desligou o próprio telefone celular no dia do sequestro, entre 09h19 e 15h36, e usou o chip no nome da vítima. A investigação apontou que o telefone fez o mesmo caminho que o carro de Lourival até encontrar com Anic. A hipótese é que a vítima tenha deixado o shopping a bordo do veículo de Lourival.

A polícia também analisou vídeo do estacionamento do shopping e identificou Anic colocando algo embaixo do banco do carro. O objeto seria o celular da vítima, que posteriormente foi encontrado por Benjamin.

Prisões

Quatro pessoas foram detidas, incluindo Lourival Correa Netto Fadiga, apontado pela Polícia Civil e pelo MPRJ como o mentor do sequestro. Amigo da família por três anos, ele apresentou-se falsamente como policial federal. Dois filhos de Lourival e uma ex-namorada dele também estão presos por suspeita de envolvimento no crime.

Um comerciante de Foz do Iguaçu, para onde Lourival e Benjamim viajaram juntos, afirmou que Anic e Lourival se apresentavam como namorados e que já os viu se beijando várias vezes. A investigação sugere que Anic, devido a esse relacionamento extraconjugal, pode ter inicialmente concordado com o plano criminoso de Lourival.

Suspeitos de envolvimento

A quantia para o resgate de Anic foi colocada em uma mochila, que deveria ser entregue por Benjamim e Lourival no dia 11 de março em um shopping na Zona Oeste do Rio. Durante o trajeto, Lourival alegou ter recebido uma mensagem instruindo-o a deixar o dinheiro em uma lixeira no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, enquanto Benjamim aguardava no shopping.

A polícia descobriu que Lourival não foi a nenhuma comunidade, mas sim a uma concessionária, onde comprou a picape por R$ 500 mil em dinheiro, naquele mesmo dia. Ele também teria comprado uma motocicleta por aproximadamente R$ 30 mil, além de 950 celulares.

Os filhos de Lourival, Henrique Vieira Fadiga e Maria Luísa Fadiga, são suspeitos de auxiliar o pai no crime. Henrique teria recebido US$ 150 mil após a conversão de um depósito em reais. A Polícia Civil também aponta que Maria Luísa teria permitido que o pai usasse seu nome para registrar uma picape.

Ela teria ainda a responsabilidade de receber os celulares comprados com o dinheiro de três depósitos de R$ 325 mil cada, feitos por Benjamim em contas de empresas importadoras, conforme as investigações.

Rebeca Azevedo Santos, ex-namorada de Lourival, é suspeita de participar da negociação para a entrega dos celulares adquiridos com parte do dinheiro do resgate. Os quatro suspeitos estão sendo acusados de extorsão mediante sequestro.

 

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