Há cerca de três dias, internos do presídio Evaristo de Moraes em Sena Madureira fazem greve de fome pedindo a volta da visita intima e familiar. O protesto ocorre em três blocos e alguns começaram a passar mal na noite deste sábado.
De acordo com informações, na madrugada deste domingo (28), a secretaria de estado de segurança pública enviou à unidade homens dos grupamentos especiais de distúrbios do GEFRON e GPOE para realizar verificação na estrutura das celas e averiguar se há comida estocada pelos internos.
A direção do presídio informou que a greve ocorre nos três maiores blocos, onde estão presos de três organizações criminosas, sendo os blocos 7, 8 e 9.
A reportagem apurou que na noite deste sábado, após 2 dias sem comer, alguns internos passaram mal e tiveram que ser retirados das celas por policiais penais de plantão.
Os faccionados afirmam que manterão a greve de fome por tempo indeterminado, com isso, não estão aceitando o café e outras duas refeições diárias (almoço e jantar), oferecidas pelo estado. “As marmitas estão sobrando, pois eles não aceitam, disse um policial penal. Outros 07 blocos estão recebendo a alimentação regularmente e não participam dos protestos.
Do lado de fora da unidade, familiares dos presos também protestaram contra a falta de visita, na tarde deste sábado. Mulheres e crianças interditaram a BR-364 em frente ao presídio Evaristo de Moraes, onde permaneceram até as 21h. Este foi o segundo protesto seguido em menos de três dias.
As visitas íntima e familiar foram suspensas após policiais penais iniciarem uma manifestação no último dia 17 cobrando a aprovação da Lei Orgânica da categoria. Eles cobram, ainda, equiparação salarial com a polícia civil, nível superior para ingresso na categoria e a direção dos presídios. Por falta de efetivo, não há como garantir a segurança dos presídios, vez que os PPs não estão aceitando trabalhar nos bancos de horas (BH).









