Rio Branco/AC – Dois homens acusados de participar da morte brutal do tatuador Wellington Carlos Martins Werklaenhg, 48 anos, foram encaminhados ao complexo penitenciário da capital acreana após serem presos no sábado (31). João Pedro da Silva e Fernando Firmino Guerra Trajano, identificados como disciplinadores de uma facção criminosa, permanecem à disposição da Justiça, que decretou prisão preventiva contra eles.
O corpo de Wellington foi encontrado no dia 25 de dezembro – Dia de Natal – boiando nas águas do Igarapé São Francisco. Pericia apurou sinais de tortura e múltiplas perfurações causadas por arma branca, caracterizando o homicídio como triplamente qualificado.
De acordo com investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima era dependente químico e tinha uma dívida relacionada ao tráfico de drogas no bairro da Conquista. Na noite do dia 22 de dezembro, ele foi abordado por integrantes da organização criminosa enquanto percorria uma rua da região e conduzido para uma área de mata próxima ao igarapé, nas imediações da Rua Fonte Nova.
“O plano inicial seria aplicar uma pena disciplinar interna da facção. Porém, os investigados se excederam durante o processo, praticando tortura prolongada antes de executar Wellington com facadas. O corpo foi amarrado pelas mãos e pelos pés antes de ser lançado no igarapé”, explicou um delegado envolvido nas apurações, que não pôde ser identificado por questões de segurança.
As investigações permitiram identificar João Pedro e Fernando como autores diretos do crime. Os trabalhos continuam em curso para apurar a participação de outros envolvidos, incluindo o suspeito de mandar a ação – um traficante conhecido da região da Conquista, já investigado em outros inquéritos policiais.









