Puff com R$ 1,8 milhão: delegada é conhecida por ataques públicos a Deolane

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Puff com R$ 1,8 milhão: delegada é conhecida por ataques públicos a Deolane
Arte Metrópoles

A delegada Maria Corsato, denunciada pela própria irmã como dona de um puff em que foram encontrados R$ 1,8 milhão em espécie, não é uma desconhecida das manchetes jornalísticas. Há alguns meses, ela havia protagonizado um conflito com a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde meados de maio por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela nega as acusações.

A relação entre as duas consiste em uma acusação de Deolane contra Corsato, na qual a advogada afirmava que a delegada estaria a “perseguindo”, ultrapassando os limites de discrição, impessoalidade e imparcialidade exigidos pela legislação e pelos códigos de ética que regem a atuação da Polícia Civil. Corsato atuava como delgada no 27º Distrito Policial (DP), no Campo Belo, zona sul de São Paulo.

Conforme revelado pela colunista Fábia Oliveira à época, os peritos contratados por Deolane concluíram que ela seria alvo de uma suposta perseguição midiática promovida pela agente, em conduta que poderia caracterizar violação à Lei de Abuso de Autoridade.

O estudo foi elaborado a partir da análise de mais de 70 fontes produzidas entre 2022 e 2026. Entre os materiais examinados estavam entrevistas concedidas pela delegada, participações em podcasts, publicações nas redes sociais e outras manifestações públicas relacionadas ao caso.

Ainda de acordo com o documento, Maria Corsato também teria se manifestado reiteradas vezes sobre outros integrantes da família de Deolane, especialmente sua mãe, Solange Bezerra. Os peritos sustentam que a delegada teria emitido juízos de valor sobre a influenciadora e antecipado conclusões acerca de sua responsabilidade, o que, segundo o relatório, afrontaria o princípio constitucional da presunção de inocência.

Delegada é acusada de guardar R$ 1,8 milhão em puff

Uma irmã da delegada Maria Corsato afirmou ter encontrado mais de R$ 1 milhão em espécie escondidos dentro de um móvel da agente. O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.

Segundo o relato, a irmã recebeu da delegada um puff no dia 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições — Maria Corsato foi candidata a deputada estadual pelo União, mas acabou não sendo eleita. Ao entregar o móvel, a delegada disse que estaria “sendo procurada devido a uma suposta ordem de busca e apreensão“, conforme o boletim de ocorrência.

No sábado (24/10), a irmã decidiu abrir o móvel com uma faca. Ao fazê-lo, encontrou notas de dinheiro e papéis com anotações dentro do puff. Nesse momento, ela decidiu ligar para a Polícia Militar (PM), que foi até o endereço e apreendeu os objetos.

As autoridades contabilizaram, no total, 120 mil dólares (cerca R$ 600 mil), mais de 12 mil euros (cerca de R$ 60 mil) e R$ 1,246 milhão. Todo o dinheiro estava em espécie. Além disso, foram apreendidas 15 anotações. O boletim também indica que a equipe policial tentou localizar a delegada na residência dela, mas o porteiro do prédio informou que ela não estava.

Posteriormente, a defesa de Corsato afirmou que o dinheiro é de uma herança ainda não partilhada e declarada. Na versão dela, as cédulas teriam sido encontradas na casa de uma tia em 2023. Desde então, a delegada e a irmã estariam “pensando como iam fazer para regularizar o dinheiro”, mas “não houve tempo” para declarar a quantia porque a irmã agiu durante um “surto”.

Derrotada nas eleições deste ano, Maria Corsato ficou apenas com a suplência. Segundo o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a delegada declarou R$ 2,8 milhões em bens. A declaração indicava um apartamento de R$ 600 mil no Guarujá, além de quatro imóveis em Santo André avaliados em R$ 700 mil, R$ 500 mil, R$ 300 mil e R$ 200 mil. Por fim, também foram declarados R$ 500 mil aplicados em um banco.

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