O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi detido pela polícia paraguaia na noite desta sexta-feira, 6, horas depois de o Senado aprovar seu impeachment por 44 votos a favor e uma abstenção. Ele deverá cumprir prisão domiciliar enquanto as investigações prosseguem.
A destituição ocorre em meio à crise provocada pelo fechamento do Banco Ueno, na terça-feira, 3, quando o Banco Central do Paraguai determinou sua liquidação por grave insuficiência de solvência. A instituição tinha cerca de 3 milhões de clientes e cerca de US$ 850 milhões em depósitos — entre eles recursos públicos e previdenciários. Peña foi acionista do grupo proprietário do banco até março de 2025, e a oposição o acusa de conflito de interesses, manipulação regulatória e desvio de recursos.
Durante a sessão que votou o impeachment, a deputada Rocío Vallejo afirmou que “nunca antes alguém prejudicou 3 milhões de pessoas em um único dia no Paraguai”. Antes de ser destituído, Peña publicou uma mensagem na rede X afirmando que os responsáveis pelas irregularidades serão punidos e pediu que o foco seja a recuperação do dinheiro dos poupadores. Ele também promulgou uma lei para agilizar a devolução dos valores depositados na instituição financeira.











