POLÍTICA
Alckmin, Lula e Bolsonaro: relembre incidentes envolvendo aviões do governo

A falha na aeronave que transportava o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua comitiva nesta sexta-feira, 29, não é um incidente isolado na aviação presidencial. O problema, identificado como uma avaria em uma mangueira semi-hidráulica durante uma parada programada para reabastecimento em Cali, na Colômbia, impediu a decolagem de volta ao Brasil.
Apesar de a avaliação técnica inicial indicar que a aeronave poderia prosseguir viagem, a Força Aérea Brasileira (FAB) recomendou por cautela que a comitiva aguardasse uma aeronave substituta, que decolou de Brasília às 10h. O pouso na capital federal está previsto para as 21h. De acordo com a assessoria da Vice-Presidência, todos os passageiros estão bem e em segurança.
Este é o terceiro incidente recente envolvendo aeronaves do governo. Em outubro de 2024, o Airbus A319CJ (VC-1) que transportava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou problemas técnicos em um motor logo após decolar da Cidade do México.
Para realizar um pouso seguro de volta ao aeroporto de origem — procedimento necessário devido ao peso excessivo do combustível –, a aeronave precisou realizar sobrevoos para queimar querosene antes de receber autorização para pousar. Depois do susto, Lula anunciou a compra de aviões novos.
Já em março deste ano, o avião oficial de Lula precisou realizar uma arremetida durante a aproximação para o pouso em Sorocaba (SP). Segundo o Palácio do Planalto, o procedimento, considerado padrão e seguro na aviação, foi adotado devido a fortes ventos de cauda que excediam os limites operacionais. A aeronave pousou em segurança minutos depois, utilizando a cabeceira oposta da pista.
Outro episódio semelhante ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em setembro de 2022, a aeronave que transportava o então presidente e candidato à reeleição precisou realizar uma arremetida no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O avião havia decolado de Divinópolis, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, após Bolsonaro cumprir agenda de campanha na cidade.
Na ocasião, o procedimento de segurança foi necessário porque um avião que havia decolado momentos antes da chegada do jet presidencial atingiu um pássaro, tornando a pista temporariamente impraticável. Além da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), outras duas também precisaram arremeter devido ao mesmo incidente.
