A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que optou por não desfilar no carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, escola que levou à Marquês de Sapucaí um enredo sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo ela, havia segurança jurídica para a participação, mas a decisão foi tomada para evitar que Lula e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que o homenageava, sofressem perseguição.
Em um texto, a assessoria da primeira-dama afirmou que, “mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma Escola de Samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”.
Janja era esperada no último carro, mas acabou substituída pela cantora Fafá de Belém pouco antes da apresentação. A presença da primeira-dama vinha sendo discutida internamente no governo, diante de avaliações de que poderia ampliar o risco de questionamentos eleitorais em ano pré-eleitoral.
Durante a passagem pela Sapucaí, Lula evitou conceder entrevistas e não fez publicações nas redes sociais. Ministros que acompanharam o presidente também adotaram postura discreta.
Ainda assim, Lula deixou o camarote da Prefeitura do Rio e foi até a pista, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), para assistir de perto ao desfile que retratou sua história.
Em comunicado, Janja classificou a Acadêmicos de Niterói como “extremamente corajosa” por levar o enredo à avenida. Segundo o texto, ela desceu à concentração para apoiar a escola e depois retornou ao camarote para acompanhar a apresentação ao lado do presidente. A nota descreveu a noite como uma celebração da cultura brasileira e do Carnaval carioca.
A homenagem ocorreu sob críticas da oposição, que levantou a possibilidade de propaganda eleitoral antecipada. Especialistas também apontaram riscos jurídicos, sobretudo pela proximidade do calendário eleitoral.
Diante do cenário, tanto o governo quanto o PT divulgaram orientações a aliados e participantes para evitar manifestações que pudessem ser interpretadas como campanha fora do período permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral.









