Bocalom denuncia superlotação do Pronto-Socorro e propõe rede de hospitais no interior do Acre

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Bocalom denuncia superlotação do Pronto-Socorro e propõe rede de hospitais no interior do Acre
Foto: Saimo Martins

O pré-candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom fez duras críticas à situação da saúde pública acreana durante entrevista à Rádio Integração, nesta terça-feira (1º). Ele denunciou que pacientes chegam a ficar em macas do lado de fora do Pronto-Socorro de Rio Branco e classificou o cenário como inadmissível. Como solução, defendeu a construção de hospitais de pequeno porte nos municípios do interior e a descentralização do atendimento médico.

“Não pode acontecer”, declara pré-candidato

Segundo Bocalom, a concentração de serviços na capital gera um colapso que compromete o atendimento em todo o estado. “Tudo acaba caindo em Rio Branco, e a cidade fica congestionada”, afirmou. Ele relatou ter ouvido uma comparação chocante sobre a unidade de emergência: “Me disseram que o Pronto-Socorro está parecendo um frigorífico — as pessoas ficam jogadas em macas do lado de fora”. Para o pré-candidato, o quadro é inaceitável: “Meu Deus, não pode acontecer um negócio desse”.

Hospitais no interior para salvar vidas

Bocalom argumentou que a falta de estrutura nos municípios obriga a transferência de pacientes em estado grave para Rio Branco ou Cruzeiro do Sul, muitas vezes quando já é tarde. “Dali 10, 15, 20 minutos — se intervir, salva. Se não fizer, a pessoa morre”, alertou. Ele citou Jordão e Santa Rosa do Purus como exemplos de localidades que deveriam contar com unidades hospitalres próprias, garantindo atendimento imediato antes de qualquer remoção.

O modelo proposto prevê gestão compartilhada: prefeituras administrariam as unidades, com apoio financeiro e fornecimento de medicamentos pelo Governo do Estado. O pré-candidato citou como referência o sistema adotado em municípios de Rondônia, onde hospitais são municipalizados. Ele também defendeu a busca por recursos federais para a construção e o custeio das novas unidades.

Visão eleitoral e alianças na saúde

Bocalom avaliou que a deficiência no atendimento atinge todas as regiões — do Juruá ao Alto Acre — e reafirmou que a proposta de descentralização integra seu programa de governo. Citou ainda os pré-candidatos ao Senado Eduardo Velloso e Sérgio Petecão como aliados com experiência na área da saúde. Sobre Velloso, fez uma projeção otimista: “Será o senador mais bem votado do estado”.

A proposta de Bocalom coloca a saúde no centro do debate eleitoral, com a promessa de levar atendimento de urgência para perto de quem mais precisa, em vez de concentrar tudo na capital.

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