A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cancelou os dois depoimentos previstos para esta segunda-feira (17/11). O ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do instituto, Jucimar Fonseca da Silva, apresentou atestado médico. E o empresário Thiago Schettini obteve um habeas corpus. A reunião estava marcada para as 14h30.
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
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As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Jucimar foi alvo de 11 requerimentos de convocação. Ele também foi afastado do órgão em 27 de julho deste ano. Um dos pedidos de convocação de Jucimar foi apresentado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF). Segundo ele, as investigações indicam que o servidor assinou uma nota técnica que autorizou, em lote, descontos associativos solicitados por uma das entidades envolvidas no esquema.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também pediu a oitiva do ex-coordenador do INSS.
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Thiago Schettini era alvo de quatro pedidos de convocação. Ele é apontado como um dos facilitadores das fraudes, e responde a inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. Documentos indicam que recebeu valores da Unaspub e da Prospect Consultoria Empresarial Ltda., empresa de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
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