A corrida pela presidência da Câmara Municipal de Rio Branco para o biênio 2027/2028 ganhou novos contornos nos bastidores do Legislativo. Dois grupos formados disputam o comando da Casa e, com isso, cresce a possibilidade de que a eleição seja realizada antes do previsto no regimento interno.
Uma das frentes é capitaneada pelo vereador Bruno Moraes (PP), que, segundo articuladores, conta com o apoio declarado de pelo menos 13 dos 19 parlamentares. A composição apresentada pelo grupo prevê:
-Presidente: Bruno Moraes (PP)
-Vice-presidente: Antônio Moraes (PL)
-1ª Secretaria: Márcio Mustafá (PSDB)
-2ª Secretaria: Lucilene Vale
Também integram a base de apoio Joaquim Florêncio, Raimundo Neném, José Aiache, Leôncio Castro, Eber Machado, João Paulo, Moacyr Júnior, Rutênio Sá e Neném Almeida. Na quarta-feira (21), parte desse grupo reuniu-se a portas fechadas para alinhar estratégias, incluindo a possibilidade de antecipar a votação — movimento impulsionado pelo projeto de resolução apresentado pelo próprio Neném Almeida, que amplia o período eleitoral para o último trimestre do ano.
Em paralelo, uma segunda frente busca reunir força para entrar na disputa. Fazem parte dessa articulação a vereadora Elzinha Mendonça (PP), o atual presidente Joabe Lira (União Brasil), o primeiro-secretário Felipe Tchê (PP), além de Zé Lopes (Republicanos) e Fábio Araújo (MDB). O grupo ainda não definiu uma chapa única, mas trabalha para apresentar uma alternativa à primeira composição.
Embora a definição esteja nas mãos dos vereadores, uma avaliação comum nos corredores é que o prefeito Alysson Bestene poderá exercer influência decisiva sobre os rumos da eleição. Há consenso entre os parlamentares de que o próximo presidente deverá ser do Progressistas, partido com a maior bancada da Casa e que integra a base de governo.
“Vamos ouvir a Prefeitura. É lógico que haverá diálogo, mas acredito que haverá consenso na decisão da maioria que está posta até o momento”, avaliou um vereador que pediu para não ser identificado.
Definição vem após o domingo
As articulações devem se intensificar na semana seguinte ao segundo turno das eleições gerais, marcado para o próximo domingo (25). Até lá, os dois grupos seguem buscando consolidar apoios e garantir os votos necessários para comandar o Legislativo nos próximos dois anos.












