Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
RIO BRANCO
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

POLÍTICA

Empréstimos sem aval da União dividem opiniões na Assembleia Legislativa do Acre

Publicado em

Rio Branco, AC – A aprovação de dois projetos de lei que autorizam o governo do Acre a contrair empréstimos no valor total de R$ 280 milhões junto ao BNDES e à Caixa Econômica Federal dominaram os debates na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (21).

O líder da oposição, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), expressou preocupação com a situação financeira do estado, que foi rebaixado de “B” para “C” na classificação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Segundo Magalhães, essa mudança indica um risco maior de o estado não honrar seus compromissos financeiros, o que levou o Tesouro Nacional a não avalizar as operações de crédito.

Continua depois da publicidade

“Autorizar a operação de crédito sem o aval da União é temeroso, perigoso, coloca em risco as finanças já combalidas do Estado do Acre”, alertou o deputado, lembrando que a arrecadação de ICMS no Acre está em queda, enquanto o Brasil registra recordes de crescimento econômico.

Magalhães também criticou o governo por supostamente não ter feito o “dever de casa” para sair das imposições dos limites com gasto de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal e por manter um alto número de cargos comissionados.

Continua depois da publicidade

Em contrapartida, o deputado Pedro Longo (PDT), da base governista, defendeu a aprovação dos empréstimos, destacando que as finalidades são “extremamente meritórias”, como a modernização da gestão e o apoio às cadeias produtivas.

Longo minimizou a questão do aval da União, argumentando que, em caso de inadimplência, o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e as contas do estado seriam atingidos. Ele também ressaltou que o Acre nunca teve inadimplência em seus empréstimos nos últimos 30 ou 40 anos.

Apesar das divergências, Longo adiantou seu voto favorável aos projetos, enquanto a oposição promete um debate aprofundado nas comissões antes da votação em plenário.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Propaganda
Advertisement