O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que os ministros “respondem pelas escolhas que fazem” e que o protagonismo tem seus “ônus e efeitos para a legitimidade institucional”.
Em discurso na reabertura dos trabalhos do ano do Judiciário em 2026, Fachin afirmou: “Os ministros respondem pelas escolhas que fazem. As decisões que tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos — tudo isso importa”, disse.
“Decorrido um ciclo de mais de trinta anos, iniciamos 2026. Agora, o desafio é diferente. Em termos mais específicos, a questão é a de saber se já chegou a hora de o Tribunal sinalizar, por seus próprios atos, que o momento é outro. Minha convicção é que esse momento chegou. A fase agora é da retomada plena da construção institucional de longo prazo”, prosseguiu.
O ministro ainda disse que “cabe então refletir sobre a causa” e não apenas quanto aos sintomas. “É imprescindível ampliar a capacidade do próprio sistema político-institucional de processar demandas”, afirmou.
A retomada das atividades ocorre em meio ao avanço do inquérito do caso Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
Durante o recesso, Fachin antecipou o retorno a Brasília para administrar a crise institucional gerada em torno do processo. O presidente do STF tem conversado com outros ministros na tentativa de construir e aprovar um Código de Conduta.
Como mostrou o Metrópoles, apesar da intenção de Fachin, até agora não há documento formal com diretrizes definidas, apenas discussões internas entre os magistrados.









