Um recente levantamento sobre os salários dos governadores brasileiros, baseado nos portais de transparência estaduais (dados de abril de 2025), revela que o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), recebe o segundo maior salário do país. Seu subsídio bruto mensal é de R$ 42.265,49, ficando apenas atrás do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), com R$ 44.008,52.
Essa remuneração coloca Cameli em uma posição privilegiada em relação a outros governadores, inclusive da região Norte. Ele recebe R$ 4.418 a mais que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que ocupa a terceira posição no ranking com R$ 41.845,49. A diferença em relação aos governadores do Amazonas (Wilson Lima – R$ 34.070,00) e Roraima (Antonio Denarium – R$ 34.299,00) é ainda mais significativa.
Comparativamente, o salário de Cameli é 93% superior ao do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que recebe o menor salário entre os governadores, com R$ 23.893,79. É importante notar que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), mantém seu salário como servidora da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que em abril de 2025 era de R$ 44.674,68.
Este levantamento apresenta dados brutos de abril de 2025. É crucial considerar que os salários dos governadores podem variar ao longo do ano e que outros fatores, além do subsídio básico, podem influenciar a renda total. Uma análise completa exigiria uma comparação mais profunda, incluindo benefícios, gratificações e outras formas de remuneração. A disparidade salarial entre os governadores brasileiros evidencia a necessidade de um debate público sobre a transparência e a equidade na remuneração dos cargos públicos.









