O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (22) que se sente “muito grato” pela homenagem recebida pela escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano, e disse que pretende visitar a agremiação ao retornar ao Brasil. A declaração foi feita aos jornalistas na Índia, pouco antes de embarcar para a Coreia do Sul.
Ao ser questionado sobre as críticas – sobretudo por parte de líderes evangélicos – à ala intitulada “família em conserva”, o presidente destacou que não houve qualquer tipo de interferência do governo na elaboração do enredo. “Não foi o carnavalesco, nem o autor do samba enredo. Não houve qualquer ingerência”, frisou.
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro neste ano, tendo sido a responsável por abrir os desfiles com o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”. A produção utilizou elementos da simbologia da resistência nordestina para narrar a trajetória política e pessoal do chefe do Executivo.
Apesar da homenagem, a escola ficou em último lugar na competição e retornará à Série Ouro, segunda divisão do Carnaval carioca. Já antes da apresentação, o tema escolhido havia gerado polêmica nas redes sociais.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) havia divulgado nota antes do desfile negando qualquer participação do governo na escolha ou desenvolvimento do enredo. “Da mesma forma, não houve qualquer ingerência do governo na escolha e no desenvolvimento do enredo citado ou de qualquer outra escola”, destacou o comunicado, que também informou que não existia decisão judicial que impedisse a realização da apresentação.
O governo acrescentou que a Advocacia-Geral da União (AGU) sugeriu uma manifestação à Comissão de Ética da Presidência da República, que emitiu orientações de conduta para as autoridades federais.







