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POLÍTICA

Lula destaca ações contra crime organizado e defende PEC que regulamentará papel da União em segurança

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BRASÍLIA (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (15) que o país vive um “momento histórico” para combater a corrupção e o crime organizado, citando investigações como as envolvendo o Banco Master e a Operação Carbono Oculto — apontada como a maior já realizada pela Polícia Federal (PF), em parceria com a Polícia de São Paulo e a Receita Federal. Durante a cerimônia de posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo garantiu que o Estado brasileiro “vai derrotar” essas estruturas ilícitas.

“Nunca tivemos tanta oportunidade de chegar ao andar de cima desse problema como agora. Depois da Carbono Oculto, depois da Refit — quando bloqueamos cinco navios com 250 milhões de litros de gasolina contrabandeada — e da atuação do Banco Central no caso do Banco Master, estamos no caminho certo”, destacou Lula em discurso reservado, que contou com a presença do ex-ministro Ricardo Lewandowski e de auxiliares do governo.

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Além de elogiar as operações recentes, o presidente reforçou sua confiança na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados. A medida visa definir claramente o papel da União no setor, uma responsabilidade que, desde a Constituição de 1988, cabe principalmente aos estados.

“Não se trata só de transferir dinheiro. Precisamos estabelecer qual é a atuação da PF, da Guarda Nacional — que vamos fortalecer —, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de cada órgão envolvido”, explicou Lula. Ele ressaltou que o enfrentamento ao crime não pode se resumir a ações em comunidades ou à prisão de pessoas de baixa renda: “Temos que chegar até quem realmente é responsável, quem ganha com esses esquemas, quem sonega impostos e contribui para o empobrecimento do país”.

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Após a posse, o novo ministro conversou com a imprensa e defendeu que a PEC seja analisada com responsabilidade pelo Congresso Nacional, onde o governo não dispõe de maioria expressiva. “Todo projeto do Executivo passa pela avaliação das duas Casas. O governo fará o máximo para que o resultado final atenda aos interesses da sociedade e ao objetivo da política pública”, afirmou Wellington Lima e Silva.

Quanto à equipe da pasta, o ministro informou que terá liberdade total para definir as substituições ou permanências entre os secretários nacionais, após conversar com cada um deles e avaliar os resultados já produzidos. Já os diretores-gerais da PF e da PRF manterão seus cargos.

“Na reunião de transição, já assegurei que esses dois comandantes ficarão. Quanto aos secretários, farei uma análise de mérito e posso manter a maioria ou fazer ajustes — o presidente deu plena autonomia para isso”, completou.

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