SALVADOR (BA), 6 de fevereiro de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira que “agora é amigo de Donald Trump”, presidente dos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante o lançamento de ações do Novo PAC Saúde, iniciativa que visa fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) no país.
“Eu agora sou amigo do Trump. Ele toda hora fala que tivemos uma química e foi amor a primeira vista. Sabe porque, gente? Porque ninguém respeita quem não se respeita”, disse Lula durante o evento em Salvador.
O primeiro encontro entre os dois líderes aconteceu em setembro de 2025, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York. Na ocasião, Trump afirmou ter sentido uma “química excelente” com Lula após uma conversa de cerca de 20 segundos nos bastidores do evento. “Ele parecia um homem muito legal, na verdade, ele gostava de mim, eu gostava dele. E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto”, declarou o presidente norte-americano na época.
Na ocasião, Lula também comentou sobre o encontro, afirmando que “aquilo que parecia impossível, deixou de ser impossível e aconteceu” e que torcia para que as negociações dessem certo, já que “Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente”.
Em entrevista ao UOL na quinta-feira (5), Lula confirmou que um novo encontro com Trump está marcado para a primeira semana de março. A reunião deve abordar temas como o tarifaço de 50% aplicado pelos EUA sobre produtos brasileiros, que, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pode gerar prejuízos de US$ 2,7 bilhões ao agronegócio nacional em 2026. Em novembro do ano passado, alguns itens como café e carne bovina tiveram as tarifas reduzidas, mas cerca de 45% da pauta agropecuária ainda sofre com a medida.
Em dezembro de 2025, os dois líderes já haviam mantido uma ligação de 40 minutos, descrita como “muito produtiva” pelas autoridades brasileiras, na qual discutiram comércio, economia e cooperação contra o crime organizado. Na mesma época, os EUA retiraram do lista de sanções o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, um dos principais pontos de tensão nas relações bilaterais.









