O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, em declaração na quarta-feira (28), sua defesa pela neutralidade do Canal do Panamá, que é a principal rota de conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Durante um encontro com o presidente panamenho, José Raúl Mulino, Lula destacou que garantir a neutralidade do canal é fundamental para a preservação do comércio internacional justo.
Lula afirmou: “Nosso país apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o canal. Encaminhei ao Congresso Nacional brasileiro a proposta de adesão formal ao protocolo de neutralidade do canal. Há quase três décadas, o Panamá administra de forma eficiente, segura e não discriminatória essa via fundamental para a economia mundial. Defender a neutralidade do canal é defender um comércio internacional justo, equilibrado e baseado em regras multilaterais.”
O Canal do Panamá foi administrado pelos Estados Unidos até 1999, quando passou a ser controlado exclusivamente pelo Panamá. Nos últimos tempos, o local voltou a ser alvo de interesse por parte do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a ameaçar retomar o controle do canal à força. Atualmente, o Brasil ocupa a 15ª posição na lista dos países que mais utilizam essa importante via aquática.
Durante sua visita ao Panamá, Lula foi agraciado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a mais alta distinção concedida pelo país. O presidente brasileiro também participou da abertura do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe.
Reforçando a relevância das relações bilaterais entre Brasil e Panamá, Lula comentou: “Essa é a sexta vez que nós nos encontramos. Isso é sinal do nosso compromisso em aprofundar vínculos econômicos e de cooperação entre nossos povos. O Panamá é o principal parceiro comercial do Brasil na América Central.”

Imagem: Ricardo Stuckert/PR
O Panamá se destacou como o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul, e as trocas comerciais entre Brasil e Panamá aumentaram em 78% em 2025, atingindo um valor recorde de US$ 1,6 bilhão.
Com informações de Agência Brasil









