Além de impor medidas cautelares, o ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra de sigilos dos quatro servidores públicos suspeitos de violarem dados de ministros do STF e de seus familiares.
O processo corre em sigilo no Supremo, mas a coluna apurou que Moraes determinou a quebra dos sigilos dos servidores para investigar se receberam dinheiro — e de quem — em troca do vazamento dos dados.
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Os quatro servidores, segundo apurou a coluna, atuavam na Receita Federal. Na manhã da terça-feira, eles foram alvo de operação da Polícia Federal (PF) autorizada por Moraes.
Os servidores foram alvo de busca e apreensão. Por ordem de Moraes, foram ainda afastados das funções públicas, tiveram passaportes cancelados e passaram a usar tornozeleira eletrônica.
A coluna apurou que as medidas cautelares foram autorizadas por Moraes no âmbito do inquérito das fake news, do qual o ministro é relator, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Sigilo quebrado
A operação acontece um dia após o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, revelar que o sigilo fiscal da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci, teria sido acessado de maneira indevida.
A advogada não foi o único alvo. O Metrópoles apurou que o filho de outro ministro do Supremo também teve a declaração de Imposto de Renda devassada sem autorização judicial.
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