POLÍTICA
Pedro Longo defende criação de selo para valorizar a agricultura familiar no Acre

Em entrevista concedida ao programa “Boa Conversa – Edição Aleac” nesta quarta-feira (27), o deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Pedro Longo (PDT), detalhou seu projeto de lei que propõe a criação de um selo de identificação para a agricultura familiar. Além disso, o parlamentar abordou questões relacionadas à regularização ambiental e ao Programa de Compras Públicas (Comprac).
Longo destacou a importância da proposta do selo, ressaltando que a agricultura familiar é responsável por cerca de 80% da produção agrícola no estado. “Queremos reconhecer e valorizar esses produtos, que são originários de boas práticas e que agregam valor. O selo visa selecionar quem é de fato agricultor familiar, quem adota boas práticas no manejo da produção, para que o Estado e o mercado possam reconhecer e valorizar esses produtos”, explicou.
O selo, segundo o deputado, dará prioridade aos produtores familiares nos processos de aquisição de órgãos governamentais, como programas de merenda escolar e cestas básicas. “Essa é a ideia, valorizar o nosso agricultor familiar, incentivá-lo a adotar boas práticas em termos de vigilância sanitária e controle de qualidade, para que o mercado possa valorizar esse produto”, ressaltou.
Ao ser questionado sobre as áreas embargadas, Longo afirmou que a Aleac tem buscado soluções para os pequenos produtores que enfrentam dificuldades na regularização ambiental. “Temos cobrado do governo do Estado maior agilidade no CAR e no PRA, que é o Programa de Regularização Ambiental, para que essas pessoas possam regularizar suas áreas. Criamos também uma comissão especial de regularização ambiental e fundiária para buscar mecanismos que permitam aplicar leis já aprovadas, como a Lei da Compensação Ambiental”, explicou.
O deputado também comentou sobre a dificuldade de execução do Programa de Compras Públicas (Comprac), que, apesar de aprovado pela Aleac, ainda encontra pouca adesão das secretarias estaduais. “Defendi e fui relator da lei que aprovou o Comprac, e estou defendendo que haja maior adesão dos órgãos do governo a esse programa, que foi originário do próprio governo. Precisamos colocar esse programa em prática para apoiar a nossa produção local, desde a agricultura familiar até os nossos industriais locais”, finalizou.
