A sucessão para a presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio Branco já movimenta os bastidores do Legislativo visando o biênio 2027/2028. Como detentor da maior bancada da Casa, o Progressistas (PP) concentra as principais articulações, embora os próprios vereadores avaliem que as definições concretas devem ocorrer apenas após o segundo turno das eleições, no próximo dia 25.
Elzinha Mendonça aponta para importância feminina na direção
A vereadora Elzinha Mendonça reconheceu como natural a manifestação de interesse dos parlamentares, mas defendeu que o momento ainda é de diálogo interno. “A presidência, a gente sabe que vai sair do PP, que é o partido do nosso prefeito e da nossa governadora. Isso vai exigir muita discussão para chegarmos a um consenso”, avaliou. Ela também destacou a oportunidade de ampliar a participação feminina nos espaços de decisão, lembrando que a Câmara passa a contar com mais duas vereadoras na nova legislatura.
José Aiache defende alinhamento sem subordinação
O líder do prefeito na Câmara, vereador José Aiache, reforçou que as conversas ganharão ritmo após o segundo turno. Para ele, a nova Mesa precisa manter sintonia com a gestão municipal, mas sem perder independência. “É importante ter uma Mesa Diretora alinhada, não submissa. São coisas diferentes. Temos que estar alinhados com o prefeito, mas sem que um poder se sobreponha ao outro”, explicou. Ele considerou que todos os 21 vereadores têm capacidade para assumir a presidência e que a escolha recairá sobre o nome mais consensual.
Bruno Moraes coloca nome à disposição e defende autonomia do Legislativo
Já o vereador Bruno Moraes foi mais direto ao afirmar que seu nome está à disposição para a disputa. Ele ressaltou que a relação entre os poderes deve ser harmoniosa, mas sem interferências externas. “A intervenção não é benéfica para nenhum dos dois lados. Precisa haver afinidade para os projetos avançarem, mas cada poder deve respeitar a autonomia do outro”, argumentou. Moraes revelou ainda manter conversas com outros parlamentares que buscam fortalecer a atuação independente da Câmara.












